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31 Janeiro

Só 18% das organizações de saúde têm mecanismos de defesa de dados Destaque

A inteligência artificial vêm se tornando uma aliada para a saúde, mas a segurança dos dados ainda é um grande ponto de atenção. Existem exemplos internacionais em que hospitais ficaram parados por dias após ataques de hackers. No Brasil, de acordo com a terceira edição do relatório MoVing The Future, elaborado pela MV, uma organização do setor de saúde foi atacada em média 1.800 vezes por semana entre outubro de 2022 e março de 2023.

Segundo a pesquisa TIC Saúde 2022, 90% das organizações de saúde brasileiras possuem serviço de antivírus, mas apenas 18% possuem outros mecanismos de defesa como o duplo-fator de autenticação.

O setor de saúde é um dos mais procurados pelos ataques dos hackers, ocupando o terceiro lugar de interesse, atrás apenas dos segmentos de Educação e o de Pesquisa e Governo/Militar, segundo dados divulgados pela Associação de Empresas e Profissionais de Informação (ABEINFO). A maioria desses incidentes cibernéticos foram dos chamados ransomwares.

De acordo com Andrey Abreu, diretor corporativo de tecnologia na MV, é preciso olhar para a segurança de dados. “É muito grande o interesse dos criminosos nas instituições de saúde. Você parando um hospital, para um monte de coisa juntos: prontuário, medicação, farmácia”, explica.

Dados na área da saúde são um dos mais sigilosos, incluindo documentos, prontuários, históricos, diagnósticos de pacientes, entre outras informações. Por isso, é necessário pensar mecanismos e soluções que façam a inteligência artificial colaborar de forma positiva na cibersegurança. O especialista Lorenzo Tomé, médico e CEO da plataforma SD Conecta, afirmou no MoVing The Future que o número de hospitais que obtêm um sistema de segurança de dados ainda é pequeno. “Se considerarmos o número de hospitais que temos no Brasil, o domínio dos gestores em relação à Inteligência Artificial ainda é bem baixo, geralmente ficando restritos aos hospitais de ponta”, ressalta.

Uma das soluções que o relatório da MV, multinacional líder em transformação digital na saúde mapeou foi a IA Generativa, um tipo de sistema de IA capaz de gerar texto, imagens ou outros tipos de conteúdo em resposta a solicitações em linguagem comum.

“Com a IA generativa conseguimos ver o poder e a precisão da Inteligência Artificial e entender que os provedores de saúde terão que adaptar o seu negócio para, junto com a ferramenta, melhorar o desfecho em saúde”, explica Lorenzo Tomé.

Outra ação a favor da segurança dos dados é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que norteia os direitos, obrigações e princípios sobre os dados pessoais. A LGPD classifica como dado pessoal qualquer informação “capaz de identificar uma pessoa natural de maneira direta ou indireta”.

Na saúde não é diferente: para a realização de procedimentos médicos, os pacientes precisam fornecer uma série de informações. Com isso, a partir da lei, todos os dados colhidos devem ter seus motivos justificados aos cidadãos.

Fonte: Medicina S/A

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