Notícias

O Governo Estado confirmou 17 casos do novo coronavírus, sendo 13 servidores e quatro pacientes, do Caps III (Centro de Atenção Psicossocial), que trata exclusivamente da recuperação de dependentes de álcool e outras drogas, em Cuiabá.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informou que tomou todas as medidas necessárias para garantir a segurança de pacientes e da equipe de saúde, após confirmação de casos de Covid-19 na unidade.

A Secretaria de Saúde informou que todos os pacientes e profissionais que testaram positivo ou que mantiveram qualquer tipo de contato com os diagnosticados estão cumprindo regime de isolamento ou quarentena.

 “É importante ressaltar que grande parte dos casos são sintomáticos leves ou assintomáticos; isto é, não manifestou sintomas”, ressaltou trecho da nota.

A Secretária da Saúde informou que procedeu com a desinfecção das instalações da unidade.

Além disso, a equipe técnica faz o acompanhamento e o rastreamento individual dos casos, de forma a monitorar também as famílias e os contatos dos envolvidos.

do Estado ainda enfatiza que, com base na Lei de Acesso à Informação e ao Código de Ética Médica, não detalhará casos isolados e não divulgará informações de caráter particular, visto que a exposição irresponsável pode gerar diversos conflitos para os envolvidos. 

Conforme o último boletim diário publicado na segunda-feira (6) pelo Governo do Estado, Mato Grosso tem 76 casos confirmados da doença, com uma morte.

 

Fonte: Midia News

Um grupo de pesquisadores dos hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) desenvolve um estudo para verificar se a utilização do plasma de pacientes recuperados de covid-19 pode atenuar sintomas da infecção nos doentes. O plasma é a parte líquida do sangue e, nesse caso, é classificado como plasma convalescente, de acordo com o jargão de especialistas da área.

De acordo com o diretor do banco de sangue do Sírio-Libanês, Silvano Wendel Neto, os cientistas propõem tratar o plasma de pacientes que apresentaram um quadro leve da infecção para ajudar aqueles que ainda estão doentes a produzir anticorpos contra o vírus. O plasma convalescente será introduzido no corpo dos pacientes enfermos mediante transfusão de sangue. O uso dessa substância segue regras estabelecidas pelos comitês de Ética em Pesquisa (CEPs), pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

"Quando a gente é infectada por qualquer vírus, tem uma fase inicial de infecção propriamente dita e depois se recupera. Recupera-se porque, normalmente, produz anticorpos contra esse vírus, e isso dá, geralmente, uma proteção definitiva, perene, para o resto da vida”, explica o especialista.

“O que está acontecendo nessa grande epidemia é que temos uma grande quantidade de indivíduos que já tiveram a doença, já se recuperaram e, portanto, têm anticorpos circulantes em seu plasma e, ao mesmo tempo, temos pacientes que estão recentemente infectados, que apresentam a forma grave da doença, aquela que afeta, principalmente, o pulmão. O indivíduo não consegue respirar direito e tem que receber o auxílio de uma máquina, o ventilador [mecânico] e ficar na UTI [Unidade de Terapia Intensiva] por alguns dias, geralmente sete, oito, nove dias", completa.

A intenção é aliviar os sintomas graves e também desafogar os leitos de UTI. "Tentar diminuir, portanto, a carga que o sistema de saúde está recebendo por parte da internação desses pacientes graves", pontua o diretor.

Resultados promissores

Em nota divulgada na última sexta-feira (3), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou que pesquisadores dedicados a análises semelhantes já têm obtido "resultados promissores". A autarquia pondera, entretanto, que as conclusões não podem ser encaradas como uma "comprovação definitiva sobre a eficácia potencial do tratamento", devido à inobservância de critérios científicos rigorosos, como abrangência da amostragem. Segundo Wendel Neto, a China foi o país pioneiro nesse tipo de experiência.

Diferentemente dos estudos citados pela Anvisa, a pesquisa desenvolvida pelos órgãos paulistas possui um grupo de controle, que confere mais relevância aos resultados atingidos, por permitir que os pesquisadores mensurem os efeitos de uma intervenção – nesse caso, a introdução do plasma.

Trabalho experimental

Wendel Neto destaca que a pesquisa do grupo é "um trabalho experimental" e que, apesar de a equipe almejar um resultado satisfatório, não pode "prometer uma cura miraculosa" à população. O diretor do Sírio-Libanês informa que cerca de 100 ex-pacientes deverão doar plasma para o experimento e outras 100 pessoas deverão formar o grupo de controle.

"Essa terapia não é nova, já foi testada com várias infecções, em várias epidemias. Nos últimos 20 anos, foi testada para a epidemia de Sars [Síndrome respiratória aguda grave], em 2003; na África, para uma das epidemias de ebola, para infecção por H1N1, mas sempre foi testada em pequena escala, não em larga escala, e com resultados variáveis, mas que não são ruins. E a gente não está querendo promover a cura imediata desses pacientes, a gente quer contribuir, junto com uma série de outras medidas, para tentar reduzir a gravidade da doença. A gente está recebendo uma quantidade brutal de pacientes no sistema de saúde, não só no Brasil, mas no mundo inteiro", acrescenta o diretor.

A Agência Brasil também solicitou ao diretor do Sírio-Libanês que elencasse quais comportamentos considera fundamentais para a contenção do vírus. Ele afirmou que, nos últimos dias, tem se "decepcionado" com o relaxamento de parte dos brasileiros quanto ao distanciamento social, porque avalia que permanecer em casa é, nesse momento, algo essencial para se evitar a transmissão do agente patogênico.

Requisitos para doação de sangue

Segundo Wendel Neto, para que uma pessoa possa doar sangue para o experimento, deverá seguir algumas regras. Serão aceitas doações de homens com idade entre 18 e 60 anos, peso corporal superior a 65 quilos, que tiveram teste positivo (RT-PCR) para o novo coronavírus e que estejam bem de saúde há, no mínimo, 14 dias. Também é exigido dos doadores que tenham apresentado um quadro leve de covid-19 ou mesmo que tenham se mantido assintomáticos.

Os voluntários também não podem ter contraído hepatite, doença de Chagas nem HIV durante a vida. O diretor esclarece que o sangue de mulheres não será coletado porque, se já tiverem passado por alguma gravidez, poderão ter desenvolvido anticorpos contra leucócitos, que podem causar reações pulmonares graves em pacientes com covid-19. "A gente não quer correr o risco de piorar o pulmão de alguém que já esteja com o pulmão afetado. Por isso, nesse primeiro momento, não estamos aceitando mulheres. Pode ser que, posteriormente, a gente expanda", ponderou Wendel Neto.

Para se candidatar à doação, os interessados deverão entrar em contato com o banco de sangue do Hospital Sírio-Libanês, pelo telefone (11) 3394-5260. O atendimento é feito de segunda a sábado, das 7h às 16h, exceto feriados.

Os candidatos deverão responder, por telefone, um roteiro de perguntas, por meio do qual os atendentes poderão avaliar se estão aptos a fazer a doação de sangue. Se forem aprovados na avaliação preliminar, deverão comparecer ao local pessoalmente, em horário agendado pelos atendentes. Lá, farão uma nova avaliação e, então, serão encaminhados para a coleta da amostra de sangue que poderá confirmar se os pesquisadores poderão aproveitá-la para a pesquisa.

 

"Esse testes laboratoriais levam dez dias para ficarem prontos e, tão logo estejam qualificados do ponto de vista laboratorial, começamos a colher o plasma desses doadores", finaliza Wendel Neto.

 

Fonte: Agencia Brasil

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) abriu hoje (6) as inscrições de projetos no edital do Programa de Combate às Epidemias. As inscrições são direcionadas aos alunos de Programas de Pós-Graduação (PPGs) que estudam epidemiologia, infectologia, microbiologia, imunologia, bioengenharia e bioinformática.

O prazo de inscrição é dia 30 de abril. Serão financiadas até 30 iniciativas. Serão até 18 bolsas para pós-doutorado e 12 para doutorado. Serão disponibilizados R$ 345 mil em custeio de verba de capital.

O objetivo do programa é incentivar o desenvolvimento de estudos inovadores de prevenção, diagnóstico e estratégias terapêuticas para doenças infecciosas, seus agentes e vetores, além de contribuir para o desenvolvimento de equipamentos de Proteção Individual (EPI) para profissionais de saúde e de tecnologias e mecanismos para monitoramento, mapeamento e controle de surtos, endemias, epidemias e pandemias.

Segundo o consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Julival Ribeiro, a iniciativa da Capes não é para o combate ao novo coronavírus, e sim para a prevenção de epidemias futuras. “Não sabemos quando teremos outra pandemia de gripe, mas ela virá. Investindo agora em projetos para estudar inquérito epidemiológico, desenvolvimento de diagnósticos e formas de tratamentos, entre outros temas, nossa academia estará muito mais forte para dar respostas a futuras pandemias”.

 

Fonte: Agencia Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não tem uma recomendação geral para países e regiões afrouxarem as medidas que visam a desacelerar a propagação do novo coronavírus, mas fez um alerta para que as restrições não sejam retiradas cedo demais, disse um porta-voz da entidade nesta terça-feira (7).

"Uma das partes mais importantes é não abandonar as medidas cedo demais para não ter uma recaída", disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, em entrevista virtual.

"É como estar doente e se você deixar a cama cedo demais e sair cedo demais, você corre o risco de uma recaída e de ter complicações", acrescentou.

 

Fonte: Agencia Brasil

A Anvisa publicou, em 31/03, a terceira atualização da Nota Técnica nº 04/2020. O texto rebaixa, sem justificativa científica consagrada, o nível de proteção contra coronavírus indicado para os médicos e outros profissionais de saúde. As orientações publicadas pela Anvisa distorcem o que é preconizado pela OMS e que é praticado nos Estados Unidos e na Europa. O que a OMS sugere sobre uso de EPIs para situações genéricas de atendimento a pacientes contaminados foi usado como recomendação no Brasil – mas para situações muito mais críticas e com riscos maiores de contágio. Não existe nenhum trabalho científico que sustente a eficácia de máscara cirúrgica há menos de um metro de distância do paciente infectado, nem equivalência ao nível de segurança da máscara N95.

Com isso, na prática, os médicos brasileiros não podem mais exigir dos gestores as máscaras N95 para atendimento nessa situação. Nas versões anteriores da mesma Nota Técnica da Anvisa, a recomendação era idêntica à da OMS. E isso faz uma grande diferença, pois estamos falando de um vírus sobre o qual há poucas informações sobre sua capacidade de transmissão. O momento atual é de incertezas. Existem poucos estudos e evidências científicas sobre o novo coronavírus. Em situações como essa é primordial que haja precaução. Não podemos atuar com experimentações.

Além revelar a preocupação e o respeito pelo profissional que está na linha de frente no combate contra a pandemia, a indicação correta dos EPIs que devem ser utilizados também é importante do ponto de vista sistêmico. Um médico infectado e assintomático por ficar tendo contato diariamente com dezenas de pacientes que não tenham Covid-19, transmitindo a doença por semanas. Isso pode significar o contágio de centenas de pessoas por um só médico infectado.

E o risco se amplia na medida que este mesmo médico também poderá contagiar outros médicos e profissionais de saúde, que na mesma dinâmica acima, irão disseminar o vírus para outras dezenas de pacientes por dia. Os atendimentos também serão afetados, pois dependendo do caso, os profissionais de saúde que contraírem a Covid-19 podem ficar em isolamento por semanas, diminuindo a força de trabalho, justo no momento de maior demanda no combate ao vírus.

A preocupação da Associação Médica Brasileira deriva do histórico de médicos infectados e mortos no exterior, seja na Ásia, Europa ou Estados Unidos. Na China, por exemplo, são mais de 3387 profissionais de saúde infectados. Na Itália são 5760. Mesmo em locais onde os médicos têm acesso aos equipamentos de segurança corretos, há grande incidência de contágio e infecção. A escassez de determinados EPIs não justifica mudanças em orientações que deveriam se guiar pela técnica e pela ciência e, principalmente, pela prudência. Se estamos numa guerra, como dizem, não podemos mandar os soldados para a linha de frente sem armamento correto. Mas pior do que não ter armas de verdade para todos, é entregar estilingues e chamá-los de arma.

Ante ao exposto, a AMB exige que a Anvisa proceda a imediata suspensão ou revisão deste documento, dado o elevado risco que gera para saúde dos médicos, de outros profissionais de saúde e da própria população brasileira. Reiteramos que não identificamos fundamentação científica que justifique este rebaixamento dos níveis de segurança. Finalmente, informamos a nossa firme disposição em lançar mão de todos os meios jurídicos cabíveis para garantir proteção dos médicos e da população.

 

Fonte: Medicina S/A

O Ministério da Educação autorizou a formatura de alunos dos cursos de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia, exclusivamente para atuação desses profissionais nas ações de combate à pandemia do novo coronavírus. A Portaria nº 374/2020 foi publicada hoje (6) no Diário Oficial da União.

 

A medida vale para instituições federais de ensino e tem caráter excepcional, enquanto durar a situação de emergência de saúde pública. Para antecipar a colação de grau, os alunos precisam ter cumprido 75% da carga horária prevista para o período de internato médico ou estágio supervisionado.

 

O internato médico é o período de dois anos de estágio curricular obrigatório para os estudantes de medicina. Já o estágio obrigatório supervisionado para os cursos de enfermagem, farmácia e fisioterapia equivalente a 20% da carga horária total do curso.

 

A seleção e alocação dos profissionais será articulada com os órgão de saúde municipais, estadusia e distritais.

 

De acordo com a portaria, a carga horária dedicada pelos profissionais no esforço de contenção da pandemia deverá ser computada pelas instituições de ensino para complementação das horas devidas de estágio obrigatório, para a obtenção do registro profissional definitivo. A atuação dos profissionais também será bonificada, uma única vez, com o acréscimo de 10% na nota final do processo de seleção pública para o ingresso nos programas de residência.

 

Na semana passada, o governo encaminhou ao Congresso a Medida Provisória (MP) nº 934/2020 que estabelece normas excepcionais sobre o ano letivo da educação básica e do ensino superior. Nela está previsto que instituições de educação superior poderão abreviar a duração desses cursos, desde que o aluno cumpra, no mínimo, 75% da carga horária do internato do curso de medicina ou do estágio curricular obrigatório dos cursos de enfermagem, farmácia e fisioterapia.

 

Fonte: Agencia Brasil

Facebook

Parceiros

 

Contato

Sindessmat - Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso

Rua Barão de Melgaço, n° 2754

Edifício Work Tower - Sala 1301

Cuiabá - MT

Telefone: (65) 3623-0177

Email: diretoria@sindessmat.com.br

Sobre nós

O SINDESSMAT – Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso – conforme seu Estatuto, é constituído para fins de estudo, coordenação, proteção e representação legal da categoria dos estabelecimentos de serviços de saúde, dentro do estado de Mato Grosso.