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A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu na última terça-feira (7/7) que existe a possibilidade de o coronavírus ser transmitido não apenas por gotículas expelidas por tosse e espirros, mas por partículas microscópicas liberadas por meio da respiração e da fala que ficam em suspensão no ar.

Benedetta Allegranzi, da Unidade Global de Prevenção de Infecções da OMS, afirmou em uma coletiva de imprensa realizada em Genebra, na Suíça, que há estudos que apresentam evidências disso, mas que elas ainda "não são definitivas".

Segundo Allegranzi, a possibilidade de transmissão aérea do Sars-CoV-2 "é vista especialmente em condições muito específicas, como lugares com muitas pessoas e pouca ventilação".

Em uma carta aberta publicada no dia anterior, um grupo de 239 cientistas de 32 países havia pedido que a chamada "transmissão por aerossol" fosse reconhecida por autoridades em saúde.

"A maioria das organizações de saúde pública, incluindo Organização Mundial da Saúde, não reconhecem a transmissão pelo ar, exceto para procedimentos geradores de aerossóis realizados em estabelecimentos de saúde", disseram os pesquisadores.

Segundo eles, estudos vêm demonstrando "além de qualquer dúvida razoável" que o coronavírus está presente não apenas nas gotículas, mas também nestas micropartículas e que isso representa um risco potencial de uma pessoa ser infectada ao aspirá-las.

Isso pode ocorrer, dizem os cientistas, mesmo quando são seguidas as regras de higiene, como lavar frequentemente as mãos, ou de distanciamento social, ao se manter o afastamento mínimo de 1 ou 2 metros de outra pessoa.

Os cientistas reconhecem que as evidências deste tipo de transmissão são "incompletas", mas ressaltam que também são incompletas as evidências sobre outras formas de transmissão, como por meio de gotículas ou ao entrar em contato com objetos e superfícies contaminados.

O infectologista Estevão Portela, vice-diretor de serviços clínicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, diz à BBC News Brasil que essas evidências ainda não permitem afirmar com 100% de certeza que a transmissão por aerossol ocorre, mas ele diz que isso indica, neste momento, que o melhor é tomar as medidas necessárias para prevenir esse tipo de contágio.

"Ainda há uma margem de dúvida, mas, neste momento, essa dúvida deve ser usada em favor da prevenção", afirma Portela.

Onde é mais perigoso?
Portela aponta que há relatos de pequenos surtos em que "dificilmente há outra possibilidade de contágio que não seja o aerossol".

Ele cita, por exemplo, o caso de um jantar em 24 de janeiro em um restaurante na cidade portuária de Guangzhou, na China, quando dez pessoas se infectaram a partir de um único indivíduo que já tinha o vírus.

Essas pessoas estavam distribuídas em três mesas, e estudos realizados por autoridades chinesas concluíram que os diferentes grupos não tiveram contato entre si ou com superfícies contaminadas.

O paciente já contaminado teria liberado o vírus em micropartículas no ar por meio da respiração e da fala. Essas micropartículas teriam se espalhado pelo ambiente por causa do sistema de ar-condicionado do local, de acordo com as pesquisas.

O médico Abraar Karan, pesquisador em saúde pública da Escola de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, explicou à BBC que situações como essa podem ser consideradas "eventos superpropagadores" do coronavírus, assim como outras reuniões em locais fechados e com ventilação inadequada.

Em casos assim, o número de contágios é desproporcionalmente maior em comparação com os padrões de transmissão geral na população.

Estima-se que, em condições normais, uma pessoa com o coronavírus possa infectar outras três, em média. Mas, em ambientes fechados, lotados e nos quais as pessoas não estejam usando equipamentos de proteção individual, como máscaras, "uma pessoa pode infectar 10, 15 ou 20 pessoas", disse Karan.

De acordo com o médico, os primeiros resultados de pesquisas sobre o tema indicam que a disseminação do coronavírus é causada principalmente por esses eventos superpropagadores. "Diferentes modelos analisaram o assunto e até agora sugerem que 20% das pessoas representam 80% da propagação."

Qual é o risco?
Um estudo publicado em maio estima que uma pessoa infectada com o Sars-CoV-2 pode liberar em um minuto de fala mil micropartículas no ar. Seus autores concluem que "existe uma probabilidade substancial de que a fala normal cause transmissão de vírus em ambientes fechados".

Outra pesquisa, que ainda não foi revisada por outros cientistas (um estágio que atesta a confiabilidade dos seus resultados), aponta que pessoas infectadas exalam de 1 mil a 100 mil cópias por minuto do genoma do coronavírus. Como os voluntários do estudo estavam simplesmente respirando, é provável que o vírus seja transportado por aerossóis e não por gotículas.

A título de comparação, um estudo aponta que uma tossida pode gerar cerca de 3 mil gotículas com um vírus, assim como uma fala de 5 minutos, e um espirro pode liberar até 40 mil gotículas.

Mas as gotículas são pesadas e caem no chão geralmente depois de percorrem cerca de dois metros. Já as micropartículas são menores e mais leves. Por isso, podem ficar suspensas no ambiente e percorrer distâncias maiores ao serem levadas pelas correntes de ar.

Fernando Spilki, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, explica que, em ambientes sem uma boa ventilação, as micropartículas com o coronavírus podem ficar suspensas no ar por até 2h30 antes de se degradarem ou se depositarem em alguma superfície.

Mas o virologista ressalta que não basta o vírus estar presente no ar para que haja o risco de alguém ser contaminado. Isso também depende da quantidade de vírus que existe ali. E, quanto mais amplo for o ambiente, menor seria a chance, porque essas partículas podem se dispersar pelo local.

"É preciso ter uma quantidade suficiente de partículas concentradas para haver uma infecção. Ao mesmo tempo, é necessário que várias partículas virais atuem sobre uma mesma célula para conseguir infectá-la. E tem que haver a infecção de várias células diferentes para que o contágio do organismo de fato ocorra, porque, se apenas algumas células forem infectadas, a resposta imunológica do corpo pode ser suficiente para combater isso", diz Spilki.

Benjamin Cowling, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Hong Kong, foi um dos cientistas que assinou a carta publicada na última segunda-feira. O epidemiologista afirma que, se esse tipo de transmissão de fato acontece, é preciso haver uma exposição prolongada às micropartículas.

"Então, entrar em uma loja pode não ser muito arriscado. Talvez seja necessário pensar em como proteger os funcionários dessa loja. Não vimos muitas transmissões em lojas, mas vimos em bares, restaurantes, onde as pessoas ficam por mais tempo e onde há mais pessoas reunidas. Se a ventilação não for boa, o risco é maior, e é nisso que precisamos prestar atenção", disse Cowling à BBC.

Ele diz que o risco de contágio não é significativo em espaços abertos e faz uma comparação para explicar por quê: "Ao ar livre, você não sabe se alguém está fumando ao seu redor. É só quando você está em um lugar mal ventilado que isso incomoda. A mesma lógica pode ser aplicada aqui".

O que fazer para se proteger?

A OMS afirmou que publicará nas próximas semanas um relatório com todas as informações à disposição sobre este assunto e que, por enquanto, não emitirá novas recomendações para evitar o contágio.

De acordo com a organização, as medidas anunciadas anteriormente estão mantidas. Isso significa evitar reuniões em locais fechados, a participação em eventos com muitas pessoas e manter os ambientes bem ventilados.

"Nos lugares onde houve pequenos surtos, não se infectaram as pessoas que ficaram por pouco tempo em um restaurante ou que só tiveram contato com quem tinha o vírus ao pegar o mesmo elevador. Então, o ideal é não passar muito tempo, meia hora ou mais, em um local fechado", diz Estevão Portela.

O infectologista avalia que uma das repercussões no cotidiano diz respeito ao uso do transporte público, onde muitas vezes as pessoas permanecem em ambientes com pouca circulação de ar por longos períodos.

"Uma coisa que terá que ser avaliada, diante dessa possibilidade, é que as empresas tenham horários flexíveis, para que os funcionários não usem o transporte público no horário de pico, deem prioridade ao retorno ao escritório para quem mora perto ou não usa esse meio de transporte ou mantenham o home office."

A OMS também reforçou a importância de manter o distanciamento social, que impede que as gotículas caiam sobre outra pessoa, assim como o uso de máscaras serve como uma barreira física para elas que sequer sejam lançadas no ar.

Fernando Spilki explica, no entanto, que as máscaras de pano e cirúrgicas provavelmente não impedem que as micropartículas sejam aspiradas, porque o vírus é muito menor do que os poros dos tecidos usados nelas.

Além disso, esse tipo de máscara não veda completamente a boca e o nariz. Então, as micropartículas ainda poderiam passar pelas frestas entre o tecido e a pele.

"Teoricamente, essas máscaras não conseguem reter o aerossol, mas a gente considera que muitos vírus podem ficar presos nelas. Além disso, elas conseguem reter as gotículas", diz o virologista.

Portela ressalta ainda que as máscaras têm um papel importante para evitar que uma pessoa que está infectada e ainda não sabe (porque ainda não tem sintomas) passe o vírus para outras pessoas.

"Mesmo antes de ter sintomas, a pessoa já pode estar espalhando o vírus. Mais do que uma proteção individual, a máscara é importante para proteger os outros."

Existe um tipo de máscara que é capaz de prevenir a transmissão aérea do vírus. Conhecida como N95, ela é feita com um material com uma porosidade menor, que retém a maioria das partículas, além de vedar o nariz e a boca.

Mas Portela e Spilki explicam que elas não devem ser usadas pela população em geral e, sim, por profissionais de saúde que circulam em ambientes onde as micropartículas estão presentes em grande quantidade.

"As pessoas não devem sair correndo para comprar uma N95 porque o que existe disponível no mercado deve ser reservado a essas pessoas que trabalham em locais onde o risco de contágio é maior, como hospitais e lares de idosos", diz Spilki.

Portela explica que, com esse modelo de máscara, a respiração fica mais desconfortável do que com os tipos comuns. "A pessoa pode acabar mexendo na máscara e colocando a mão no rosto o tempo todo e, com isso, as gotículas que estavam na máscara podem passar para a mão. A pessoa depois coça o olho e se contamina."

Por que a OMS reconheceu que existe este risco?

Esta não é a primeira vez que a OMS muda de posição ou sinaliza que pode fazer isso em respeito ao que se sabe sobre o coronavírus.

No início da pandemia, a organização não recomendava o uso amplo de máscaras e as indicava só para quem estivesse doente ou para quem cuida destas pessoas.

No entanto, a OMS passou depois a indicar seu uso por todos e se justificou dizendo que novas informações apontavam que elas poderiam ser uma barreira importante para as gotículas expelidas pela tosse e por espirros.

A organização também se viu em meio uma polêmica quando uma de suas especialistas disse que a transmissão da doença por pessoas assintomáticas é "muito rara".

Isso gerou espanto entre especialistas, por contrariar a noção prevalente até então de que os assintomáticos tinham um papel relevante na propagação do coronavírus.

Com a controvérsia instaurada, a OMS veio a público para esclarecer que, ao afirmar que esse de transmissão é rara, quis dizer que ainda não se sabe qual a proporção exata dos contágios que se dá desta forma. Há evidências que sugerem que pessoas sintomáticas são mais infecciosas, mas a doença pode ser transmitida antes de os sintomas começarem a desenvolver.

Estevão Portela diz que, desta vez, a OMS tem demonstrado certa resistência em reconhecer a transmissão área do coronavírus e que a organização reagiu em resposta ao debate crescente em torno dessa possibilidade, o que gerou uma pressão sobre ela.

"A OMS sempre foi um pouco conservadora e, como neste caso não há uma prova inequívoca, preferiu se resguardar. Acredito que ela também tem sido refratária por causa da preocupação que isso pode causar e o custo envolvido para prevenir esse tipo de transmissão, sem que isso tenha necessariamente um impacto significativo na propagação do vírus", afirma o infectologista.

Fernando Spilki diz que o principal papel da OMS é gerenciar uma crise como uma pandemia e que a organização precisa levar em conta a capacidade financeira e logística dos seus países-membros em implementar determinadas medidas.

"O mesmo ocorreu com as máscaras. No início da pandemia, vendo a dificuldade dos países em conseguir máscaras para todo mundo, a recomendação da OMS buscava reservar esses equipamentos para proteger quem pode estar mais exposto", diz o virologista.

Benjamin Cowling destaca que, se a transmissão por aerossol for uma realidade, isso significa que os profissionais de saúde devem usar os melhores equipamentos de proteção disponível, inclusive máscaras N95.

"Um dos motivos pelos quais a OMS disse que não estava disposta a falar sobre a transmissão aérea é que não há máscaras N95 suficientes em muitas partes do mundo e não seria possível recomendar seu uso mais amplo. Em termos comunitários, teríamos que pensar também em como evitar os eventos superpropagadores", diz o epidemiologista.

"Mas, cientificamente, se existe esse risco, temos que falar sobre isso e pensar formas de evitar que isso aconteça."

 

Fonte: BBC News Brasil 

Somado a carência de médicos e enfermeiros, Estado ainda passa pela dificuldade de aquisição de medicamentos

 
 
Com praticamente 100% de ocupação dos leitos pactuados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento aos pacientes com Covid-19, Mato Grosso trabalha para a abertura de novas vagas de terapia intensiva (UTIs). O governo do Estado garante que já conta com equipamentos necessários. A dificuldade, neste momento, tem sido contratar profissionais para atuar na linha de frente de tratamento dos pacientes com a doença.

Até ontem pela manhã, o sistema público contava com uma taxa de ocupação em UTIs de 97,1%, o que significa dizer que apenas sete leitos (2,9%) estavam disponíveis. Na rede particular, a lotação era de 100%. A intenção do governo do Estado é entregar mais 20 leitos de enfermaria e 94 UTIs em todas as regiões do Estado até o final deste mês, além de custear outras 159 UTIs que os municípios se comprometeram a abrir. O valor é de R$ 2 mil por leito por dia.

Porém, enfrenta dificuldades para contratar médicos e enfermeiros. “Equipamentos têm. Chegaram 50 respiradores. Agora, cadê o médico? Cadê o enfermeiro treinado para trabalhar na UTI, o fisioterapeuta. Estamos aqui com UTIs prontas, mas não tem médico para assumir. É um momento muito difícil”, relatou o governador Mauro Mendes em entrevista à Rádio Meridional de Sinop (503 quilômetros, ao norte de Cuiabá). Em Sinop, por exemplo, a expectativa é ampliar de 10 para 30 o número de UTIs destinadas ao tratamento da doença. “Estamos com UTIs prontas para colocar em funcionamento, mas não tem médico para assumir”, acrescentou.

Somado a esta carência de profissionais da área, o Estado ainda enfrenta a dificuldade na aquisição de medicamentos. “Nossa dificuldade agora é encontrar médicos, enfermeiros, empresas e medicamentos, que estão faltando no Brasil inteiro. É um momento de grande dificuldade”, reforçou detalhando ter feito diversas ligações representantes de laboratório farmacêuticos para adquirir os remédios e enviar para os municípios mato-grossenses.

O mesmo foi feito para os governadores São Paulo, João Dória, e de Goiás, Ronaldo Caiado. “Fiquei o dia inteiro ontem ligando para donos de empresas em Goiás, São Paulo, falei com governadores pedindo ajuda, falei com o Dória, o Caiado, tentando ajuda de tudo que é jeito para comprar medicamentos”, afirmou pedindo a compreensão da população.

Até a tarde da última quarta-feira (08), Mato Grosso registrava 24.804 infectados pela Covid-19, sendo 921 óbitos. Dentre os cinco municípios com maior número de casos da doença, estão Cuiabá (5.681), Várzea Grande (1.883), Rondonópolis (1.806), Sorriso (1.079), Lucas do Rio Verde (1.062). Do total de casos, 12.300 estavam em isolamento domiciliar e 10.832 recuperados. Um total de 239 pessoas estavam internadas em UTI e 317 em enfermaria. Isto é, a taxa de ocupação está em 97,1% para UTIs e em 53,4% para enfermarias.

Nos hospitalares particulares, a taxa de ocupação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTIs) específicos para tratamento Covid-19, nesta última quinta-feira (09), era de 100% da sua capacidade, em Cuiabá. Por meio de nota, o Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado (Sindessmat) informou que “as entidades privadas estão comprometidas com enfrentamento da pandemia.

Segundo o Sindessmat, desde o início, os estabelecimentos desenvolveram um plano de enfrentamento ao covid-19, focado na eficiência em gestão. “Dentre as principais ações estão treinamento contínuo das equipes; aumento na rigidez dos protocolos de segurança do paciente e ampliação dos leitos para atender a demanda por leitos hospitalares”.

CONTRATAÇÃO - A Secretaria de Estado de Saúde (es-MT) está com contratação emergencial de 24 médicos para atuar no Centro de Triagem e Diagnóstico da Covid-19, em Cuiabá. As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet por este link http://seplag.mt.gov.br/medicos . O edital de abertura do processo não estipulou data de encerramento do processo, mas essa informação, quando definida, será publicada no Diário Oficial.

É obrigatório diploma de conclusão do curso de medicina e inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM). Conforme consta descrito no edital, a remuneração paga ao médico, em escala de trabalho diurno de quatro horas, de segunda a sábado (14 plantões mensais), será de R$ 1 mil. O contrato dos profissionais é temporário e poderá ser rescindido de acordo com a necessidade do Estado. O resultado final e a convocação dos aprovados serão publicadas no Diário Oficial.

 
 
Fonte: Diário de Cuiabá 

Covid-19 tem sido prioridade, mas é preciso atenção a outras doenças

 


A covid-19 tem sido a prioridade na área da saúde neste ano, mas médicos alertam para a necessidade de prestar atenção a outras doenças, como as urológicas. Pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com 800 associados de todo o país, mostrou que cerca de 90% dos participantes informaram ter tido redução igual ou maior que 50% nas cirurgias eletivas e 54,8% relataram diminuição de pelo menos 50% no número de cirurgias de emergência devido à pandemia.

Esse panorama acendeu o sinal de alerta na entidade de que boa parte dos pacientes com doenças urológicas (como cânceres, hiperplasia de próstata, incontinência urinária, entre outras) adiou o tratamento pelo receio de contrair o novo coronavírus. Para conscientizar a população sobre a importância de manter o cuidado com a saúde, a SBU lança uma campanha, chamada Trato Feito, na semana do Dia do Homem, celebrado em 15 de julho.

O objetivo da ação é mostrar que há doenças urológicas que não podem esperar e que quanto antes forem diagnosticadas, melhor será o resultado de seu tratamento. Entre elas estão o câncer de próstata, de pênis, de testículo, a hiperplasia benigna da próstata, a incontinência urinaria e a bexiga hiperativa.

A campanha online terá vídeos e podcasts com especialistas debatendo diversos temas, um hotsite com vasto material de apoio dentro do Portal da Urologia e conteúdo para as mídias sociais da entidade (@portaldaurologia).

Segundo o presidente da SBU, Antonio Carlos de Lima Pompeo, os pacientes não devem se afastar do tratamento médico para que seu quadro de saúde não se agrave. “Quem tem um tumor de bexiga avançado, não pode adiar muito o tratamento. A evolução da doença pode ser rápida e na hora em que for intervir pode ter passado do ponto de uma cirurgia mais oportuna. Isso também pode acontecer num câncer de próstata mais avançado, mais agressivo. É muito grave adiar tratamentos que não deveriam ser postergados”.

Ele chama a atenção para sinais de alerta na área urológica em que é preciso buscar atendimento médico imediato, como a presença de sangue na urina, dor intensa e dificuldade ao urinar com febre, pois há suspeita de infecção urinária.

Segundo a SBU, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre os homens, seguidas pelos cânceres, sendo o de próstata o mais incidente. “A disfunção erétil é um marcador para a doença coronariana. O calibre da artéria peniana é um terço do tamanho da artéria cardíaca, então é obstruída primeiro e todos os urologistas estão orientados para que se o homem procura ajuda para tratar disfunção erétil, deve fazer um check-up cardíaco. Por isso sempre ressaltamos a importância de não se automedicar nessa situação”, disse o secretário-geral da SBU, Alfredo Canalini.


Principais problemas

Câncer de próstata – estimam-se 65.840 casos novos de câncer de próstata para cada ano do triênio 2020-2022 (dado do Instito Nacional do Câncer, Inca). Não apresenta sintomas em estágio inicial, quando suas chances de cura beiram 90%. Sua detecção ocorre por meio de anamnese, exame de toque retal e dosagem do PSA no sangue. Quem estava para realizar exames complementares, como a biópsia, após suspeita levantada por exames anteriores, não deve postergá-la.

Câncer de testículo – O tumor de testículo é o câncer mais comum em homens entre os 20 e 40 anos. O fator de risco mais comum é a criptorquia (crianças que nascem sem que o testículo tenha “descido” para dentro da bolsa escrotal). Mais de 95% dos tumores testiculares são curáveis, porém é importante todo homem e todos os pais e mães de crianças do sexo masculino prestarem atenção a um eventual aumento do volume da bolsa escrotal, mesmo que seja indolor.

Câncer de pênis – Acomete em geral indivíduos com mais de 50 anos de idade e tem como causas: as altas taxas de infecções sexualmente transmissíveis, principalmente do vírus HPV, a má higiene e a presença de fimose. Pode-se prevenir o câncer de pênis com medidas eficazes: higiene genital, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e o tratamento cirúrgico de portadores de fimose.

Hiperplasia benigna da próstata- Essa alteração apresenta relação direta com o envelhecimento, presença de hormônios sexuais e genética. Cerca de 50% dos indivíduos acima de 50 anos terão HPB. Aos 90 anos, essa condição afeta cerca de 80% dos pacientes. Embora tenha alta prevalência, nem todos os portadores de HPB apresentam sintomas clínicos. Entre os sintomas estão: diminuição da frequência urinária, diminuição da força e do calibre do jato urinário, vontade de urinar diversas vezes à noite, entre outros.

Incontinência urinária – No Brasil, 15% dos homens, acima de 40 anos, apresentam incontinência urinária. A perda involuntária de urina gera ansiedade, depressão, redução na produtividade no trabalho e afastamento do convívio social e da intimidade com o parceiro. O tratamento para a incontinência urinária inclui mudanças comportamentais e de estilo de vida até tratamentos cirúrgicos.

Bexiga hiperativa - É a necessidade urgente de urinar. Essa urgência é de difícil controle e pode estar associada à incontinência urinária (perda involuntária de urina). Quem sofre desse problema costuma acordar à noite para urinar e o sono é prejudicado. Além disso, é comum necessitar ir ao banheiro para urinar mais de 7 vezes em 24 horas.

ISTs - As infecções sexualmente transmissíveis são causadas por dezenas de vírus e bactérias durante o contato sexual, sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada. O Ministério da Saúde informa que o uso do preservativo vem caindo com o passar do tempo, principalmente entre o público jovem. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) todos os dias ocorre cerca de 1 milhão de novas infecções sexualmente transmissíveis.

 

 

Fonte: Agência Brasil 

Necessárias principalmente em tempos de pandemia, health techs proporcionam de ampliação na abrangência de atuação até otimização de custos.

Hoje, alguns serviços estão, literalmente, na nossa mão ou, mais especificamente, em nossos smartphones. E não é à toa, já que a rotina acelerada pede mais facilidade para realizar tarefas como, até mesmo, cuidar da saúde. Também por conta disso, cresce o número de empresas de tecnologia focadas nesse setor.

Aplicativos, softwares e outras tecnologias que levam inovação para a área da saúde estão em crescimento e ganhando evidência, já que executam funções que simplificam logísticas e gastos desnecessários. O setor de saúde, que representa quase 10% do PIB brasileiro, segundo IBGE, requer cuidados e desafios, uma vez que atua com vidas. Selecionamos cinco empresas inovadoras com atuação em saúde, que atuam desde a prevenção até o tratamento. Confira:

Memed

A Memed é uma plataforma de prescrição médica digital, disponível via web, app e integrada a qualquer prontuário eletrônico do Brasil (desde hospitais, operadoras de saúde e clínicas médicas). Ao realizar a prescrição, o médico conta com um banco de medicamentos com mais de 60 mil apresentações, além de inteligências clínicas como alertas de alergias e interações medicamentosas. Ao finalizar, ele envia a receita digital ao paciente que pode comprar fisicamente na farmácia sem a necessidade do papel ou até mesmo online, recebendo em casa e aumentando a chance de adesão ao tratamento prescrito.

Carefy

A plataforma de gestão e monitoramento de internações, junto às operadoras de saúde, e indica possíveis inconformidades durante a internação, reduzindo custos e favorecendo uma melhora no processo de atendimento do paciente. A tecnologia é composta por um aplicativo móvel que é acessado pela equipe de saúde da operadora durante suas visitas no beira leito. Todas as informações relacionadas à internação do paciente são atualizadas ao app, de modo a ajudar a equipe na sinalização de indicadores de não conformidade, para consulta em tempo real.

iClinic

O iClinic é um software médico em nuvem que realiza a gestão de clínicas e consultórios como um todo, desde o prontuário de atendimento até o financeiro. Com ele, é possível que o médico oriente os pacientes à distância por meio da ferramenta de Teleconsulta, além de ter acesso a agenda médica e ao prontuário eletrônico de qualquer lugar. A empresa garante agilidade no atendimento, facilidade de acesso remoto, segurança de dados a nível bancário e praticidade.

Carenet


A empresa integra dados de saúde digital dos dispositivos médicos IoMT (“Internet das coisas médicas”) e usa Big Data e Machine Learning para analisar e melhor organizá-los, com objetivo de proporcionar uma melhor gestão das instituições. Auxilia os clientes com eficiência operacional, redução de custos, estratificação de riscos preditivos, monitoramento de pacientes em toda a sua jornada, dentro e fora do ambiente que permeia o ecossistema de saúde.

CUCO Health

A empresa permite, por meio de uma plataforma, facilitar o controle de tratamentos de saúde. Assim, auxilia o paciente com a adesão, recompra e compreensão sobre sua patologia e ajuda os médicos com o acompanhamento sobre evolução do tratamento. A health tech desenvolveu um aplicativo gratuito para pacientes administrarem seus horários de medicamentos e um chatbot que funciona como uma “enfermeira digital”. O aplicativo é gratuito para pacientes e médicos, mas Instituições de saúde e Laboratórios Farmacêuticos podem contratar a Plataforma completa para oferecer a seus pacientes programas personalizados de adesão ao plano de cuidado.

 

 

Fonte: Saúde Business 

A pandemia causada pelo novo coronavírus fez com que a população precisasse se isolar em casa, para conter a disseminação da doença. Essa medida alavancou a demanda de delivery de serviços, como entrega de comida, suprimentos, produtos etc., mas também dificultou a própria testagem do vírus, uma vez que exige o deslocamento do paciente até uma unidade laboratorial. Percebendo essa dificuldade, sócios de uma rede de laboratórios de São Paulo investiram em um serviço 100% digital de agendamento de exames e de vacinas, a ISA Home Lab, plataforma que chega ao mercado com a proposta de ser um delivery de diagnóstico e análises clínicas.

A healthtech foi fundada por Fernando e David Pares, sócios também do Grupo Integra, um dos principais nomes do estado de São Paulo em medicina diagnóstica. Já com metas estabelecidas para expandir a coleta domiciliar antes mesmo do início da pandemia do novo coronavírus, decidiram antecipar o movimento para preencher uma lacuna necessária para o setor, garantindo um atendimento de qualidade no novo cenário.

 “Vimos que não fazia sentido as pessoas esperarem na fila, em meio a pandemia, para testagem de Covid-19. Ou terem de ligar para quatro ou cinco lugares diferentes perguntando se havia testes ou vacinas e depois ter que fazer um longo deslocamento, se expondo ao próprio vírus ou expondo outras pessoas. Além disso, notamos que o diagnóstico de outras doenças poderia ser feito com mais rapidez se realizado próximo ao paciente. Então, tivemos a ideia dessa plataforma, que apesar de surgir da facilidade que podíamos levar às pessoas em relação ao coronavírus, também seria um processo eficiente para os demais exames e vacinas”, explica David Pares, médico e sócio da ISA Home Lab.

Assim como em outros serviços de entrega em domicílio, o paciente faz tudo pela própria plataforma, escolhe dia, horário, lugar e o serviço que precisa – como exames de sangue de rotina e vacinas de H1N1, por exemplo. No dia e hora agendados, um técnico especializado, com experiência comprovada em coleta laboratorial, faz os procedimentos necessários. Logo no lançamento, serão mais de 1.300 tipos de exames disponibilizados, além de vacinas essenciais para a saúde complementar, como as de Gripe, Hepatite, Meningite, HPV, Pentavalente, entre outras. “A plataforma, não é só um braço da operação, mas queremos que seja o começo da reformulação do processo tradicional e burocrático de análises clínicas”, conta Fernando, também sócio-fundador.

O modelo conta com autônomos para a realização das coletas. Com estrutura de tecnologia e inteligência, o sistema identifica as solicitações por proximidade geográfica para que sejam realizadas por um profissional específico em cada região. Assim, é possível otimizar tempo e espaço, trazendo mais eficiência também ao dia a dia de coletores de exames. Para garantir a excelência, os prestadores de serviço cadastrados passam por treinamento rigoroso, com uma metodologia própria, chamada MIA (Método Isa de Atendimento), criada para garantir a qualidade do atendimento, além das melhores práticas técnicas e em segurança hospitalar.

Sem unidades físicas, a startup faz a coleta de amostras de sangue e saliva no lugar que for mais conveniente para o paciente, seja em casa, trabalho ou outro local adequado, sem deslocamento e filas. Depois, as amostras são enviadas para o laboratório de análise do grupo. E, em poucos dias, os resultados já estão disponíveis na própria plataforma.

 

“Estamos no mercado de análises clínicas há mais de 40 anos e acompanhamos toda a evolução deste setor. No cenário pós Covid-19, os pacientes já estarão acostumados a fazer tudo dentro de casa e dificilmente vão querer retomar os antigos hábitos. É neste sentido que queremos atuar, facilitando a rotina e entregando comodidade, eficiência e qualidade”, explica Fernando.

 

Fonte: Medicina S/A

Para empresas

A marca também possui planos especiais para empresas, que, neste momento, ganham mais um aliado na retomada aos escritórios com uma maneira segura para testarem seus funcionários para a Covid-19, por exemplo. Também é possível fazer planos para realização de vacinações visando o bem-estar de toda a equipe.

“Entendemos que este modelo beneficia todos os públicos, desde os usuários e empresas, até as operadoras de saúde. Com processos eficientes e sem infraestrutura física, permitimos que os exames e vacinas sejam mais acessíveis também aos planos de saúde para que esse modelo de coleta domiciliar possa ser solicitado com mais facilidade pelos seus beneficiários”, finaliza David. Após o lançamento e consolidação na Grande São Paulo, a empresa já planeja a expansão para outras cidades, além de novas versões como autocoleta, aumentando, ainda, a conveniência para os pacientes.

Atualmente, o laboratório central do ISA está localizado em São Caetano do Sul, atendendo toda a região da Grande São Paulo, e possui certificação de alta qualidade, reconhecidos pela CONTROLLAB (empresa certificada pelo INMETRO e pela REBLAS para supervisão de laboratórios), PALC (Programa de Acreditação Laboratorial), SBPC/ML (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial) e ISqua (International Society for Quality in Health Care).

 

O exame laboratorial para detecção do novo coronavírus foi incluído pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no rol de procedimentos obrigatórios de cobertura pelos planos de saúde em março, logo no início da pandemia. Na semana passada, a agência incluiu também o teste sorológico, que identifica os anticorpos do vírus.

Segundo a Resolução Normativa da ANS, o teste deve ser feito quando houver indicação médica e a cobertura vale para clientes de planos de saúde com segmentação ambulatorial, hospitalar ou referência. A orientação da agência reguladora é que o paciente consulte a operadora do plano antes de procurar uma unidade de saúde, para ser orientado sobre onde realizar o exame ou tratamento da doença.

O exame diagnóstico previsto pela ANS é o do tipo pesquisa por RT – PCR, com diretriz de utilização, e deve ser feito em pacientes considerados quadro suspeito ou provável da doença, de acordo com a indicação médica.

Lembrando que os procedimentos para o tratamento de covid-19 também são obrigatórios, como consultas, internações, terapias e exames complementares, de acordo com a cobertura do plano do beneficiário. Internação, por exemplo, não é obrigatória na segmentação ambulatorial.

Anticorpos

Já o teste sorológico para o novo coronavírus, do tipo pesquisa de anticorpos IgA, IgG ou IgM, que detectam a presença de anticorpos produzidos pelo organismo após exposição ao vírus, deve ser feito nos casos em que o paciente apresenta ou tenha manifestado um dos dois quadros clínicos relacionados à covid-19.

O primeiro é a síndrome gripal, com quadro respiratório agudo, sensação febril ou febre, acompanhada de tosse, dor de garganta, coriza ou dificuldade respiratória. O segundo é a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que gera desconforto respiratório ou dificuldade para respirar, pressão persistente no tórax ou saturação de oxigênio menor do que 95% em ar ambiente, podendo ter também coloração azulada dos lábios ou rosto.

Segundo a ANS, o exame é feito com amostras de sangue, soro ou plasma. “Como a produção de anticorpos no organismo só ocorre depois de um período mínimo após a exposição ao vírus, esse tipo de teste é indicado a partir do oitavo dia de início dos sintomas”, alerta a agência.

Este exame foi incluído de forma extraordinária no Rol de Procedimentos da ANS para cumprir uma decisão judicial.

A ANS orientada que as operadoras disponibilizem em seus portais na internet as informações sobre o atendimento e a realização do exame, além de oferecer canais de atendimento específicos para esclarecer seus usuários sobre a doença.

Desde o início da pandemia, a ANS recebeu 6.347 demandas ou reclamações relacionadas à covid-19. Desse total, 44,16% foram referentes a tratamento ou exame, 37,21% sobre outros tipos de assistência afetadas pela pandemia e 18,62% sobre temas não assistenciais. A agência orienta os clientes a procurarem primeiro a operadora para resolver qualquer dificuldade.

 

Operadoras

Segundo a diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente, o setor tem atendido imediatamente as resoluções normativas editadas pela ANS. Porém, as empresas discordam da exigência dos exames de anticorpos.

“As operadoras de planos e seguro de saúde associadas à FenaSaúde consideram que a cobertura dos testes sorológicos IgA, IgG e IgM não é a melhor alternativa para os pacientes com suspeita de covid, tampouco para o sistema de saúde suplementar. Tais testes não têm a mesma precisão do exame RT-PCR, considerado padrão-ouro e já coberto pelas operadoras desde março”.

Vera destaca que o monitoramento da qualidade dos dispositivos diagnósticos publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária indica que dos 85 testes rápidos já liberados pelo órgão regulador, 44,7% não possuem desempenho de acordo com o alegado pelo fornecedor. “Além disso, conforme mostrou a revista científica BMJ, em aproximadamente 34% dos casos os testes rápidos dão falso negativo”, afirma a diretora.

 

Fonte: Agencia Brasil

 

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