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Evento gratuito aos associados foi comandado pelo advogado especialista em proteção de dados, Marcelo Fattori

“É preciso que cada caso seja analisado individualmente, não há uma fórmula ou modelo padrão prontos para todas as instituições de saúde se adequarem à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”, afirmou o advogado especialista em proteção de dados, Marcelo Fattori, durante palestra online realizada pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat). Com o tema “LGPD na Prática Para Empresas de Saúde”, a palestra gratuita contou com a participação de associados ao sindicato e com a moderação da diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West.

A palestra teve como objetivo esclarecer dúvidas e orientar as entidades de saúde sobre o tema, ao qual o palestrante reforçou ser bastante complexo. Fattori aponta que a LGPD possibilita a hospitais, médicos, laboratórios, planos e seguros de saúde e demais empresas e profissionais da área da saúde o tratamento de dados pessoais desde que referidas empresas e/ou pessoas consigam enquadrar o processo de tratamento em uma das bases legais do artigo 7º da referida Lei.  

O palestrante alertou ainda que além de um bom sistema de proteção de dados é necessário treinamento e orientações constantes aos colaboradores da empresa. “Não basta ter somente um bom sistema de proteção de dados, é importante que a equipe esteja alinhada e ciente da importância do tema para a empresa, e que pode inclusive trazer problemas jurídicos e financeiros para a empresa”, explicou.

Estar em conformidade com a Lei impede que a empresa sofra punições, como advertências, bloqueio do uso de dados, publicação do ato de insegurança, o que pode gerar perda de reputação e credibilidade da entidade, além de multa de 2% do faturamento da empresa.

“É preciso ter em mente, que o tratamento de dados pessoais deve ser sempre realizado do modo menos invasivo possível sobre o cidadão em questão, de modo que seguindo a regra somente os dados essenciais e que atendam à finalidade do tratamento devem ser coletados e utilizados. O simples armazenamento desses dados por período indefinido, sem o consentimento informado específico do paciente, e sem uma política clara de privacidade não atende às exigências da LGPD” apontou.

Patrícia West destacou que o tema além de complexo é extenso, e por isso, não foi possível abortar outros tópicos que podem interferir no dia a dia dos estabelecimentos de saúde, “Sabemos da complexidade do assunto e para evitar que nossos associados trabalhem com incertezas o Sindessmat está à disposição para esclarecer questões sobre o tema”.

A farmacêutica MSD acaba de anunciar o início da terceira fase de estudos com islatravir, molécula experimental para tratamento e prevenção do HIV, em uma colaboração com a Fundação Bill & Melinda Gates. O estudo avalia uma nova opção de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), para uso oral, de longa duração. Atualmente, a PrEP consiste na tomada diária de um comprimido. Este novo medicamento ainda em pesquisa, está sendo avaliado como comprimido único a ser tomado uma vez ao mês, trazendo redução na quantidade medicamentosa e mais conforto ao paciente.

A parceria com a Fundação Bill & Melinda Gates avaliará em um estudo de Fase 3 a eficácia e a segurança de islatravir administrado oralmente uma vez por mês como PrEP em mulheres cisgênero em alto risco de infecção pelo HIV-1 na África subsaariana e nos Estados Unidos. É importante ressaltar que mais da metade das novas infecções no mundo por HIV ocorrem na África Subsaariana, com as mulheres respondendo por quase 60% das novas infecções nesta região.

Este acordo entre a farmacêutica e a Fundação pretende fornecer subsídios para o Centro Internacional de Pesquisa Clínica (CICV) do Departamento de Saúde Global da Universidade de Washington, que está colaborando com a MSD no estudo IMPOWER 22. A MSD será a patrocinadora do estudo, responsável pelo fornecimento do medicamento, obtenção de aprovações regulatórias e aduaneiras, além de fornecer conhecimento operacional e recursos para a gestão do ensaio, como monitoramento de sites e emissão de relatórios de dados, além do financiamento do estudo nos Estados Unidos. A Fundação Bill & Melinda Gates financiará por meio de uma bolsa o Centro Internacional de Pesquisa Clínica (CICV) da Universidade de Washington para que centros de pesquisa experientes na África Subsaariana possam inscrever e acompanhar o grande número de pacientes necessárias para esta pesquisa, estimado em 4.500 mulheres cisgênero de 16 a 45 anos.

A MSD realizará um programa de pesquisa global que incluirá centros em todos os continentes com populações-chave impactadas pela epidemia. A companhia também está empenhada em retomar seus estudos em HIV no Brasil com a inclusão de pacientes brasileiros.

“Nossa colaboração com a Fundação Bill & Melinda Gates exemplifica nossa missão compartilhada de acabar com a epidemia global de HIV por meio de inovações significativas na prevenção do HIV, incluindo opções adicionais de PrEP”, disse o Dr. Roy D. Baynes, chefe de desenvolvimento clínico global da MSD. “Por meio dessa colaboração, podemos explorar ainda mais o potencial de islatravir como parte de nosso trabalho em direção ao objetivo coletivo de saúde pública, de reduzir o número de novas infecções pelo HIV no mundo,” complementa.

“O mundo não será capaz de acabar com a epidemia de HIV até que possamos efetivamente prevenir a aquisição do HIV por indivíduos e populações em risco”, disse o Dr. Emilio Emini, diretor do programa TB & HIV da Fundação Bill & Melinda Gates. “Essa colaboração ajudará a avançar a ciência e potencialmente oferecerá uma nova opção para prevenir a aquisição de HIV entre mulheres em risco, tanto na África subsaariana quanto globalmente.”

 

Fonte: Medicina S/A

 

Dados parciais de um levantamento realizado em 2019 com 954 hospitais com unidade de terapia intensiva (UTI) adulto revelou que 47,5% deles (453) possuíam Programa de Gerenciamento do Uso de Antimicrobianos (PGUA). A implementação desse programa é recomendada para o enfrentamento da resistência microbiana, que é a capacidade de bactérias, fungos, parasitas e outros agentes etiológicos (microrganismos que causam doenças) resistirem à ação de antimicrobianos, diminuindo ou eliminando a eficácia desses medicamentos para curar ou prevenir infecções.

A pesquisa também identificou as principais ações adotadas para o uso racional dos antimicrobianos nos hospitais. Entre elas estão a readequação de terapias, conforme resultados laboratoriais microbiológicos (371 hospitais), e a utilização de protocolos clínicos para as principais síndromes presentes na unidade (293), além da realização de monitoramento periódico de indicadores de uso de antimicrobianos (290).

De acordo com o levantamento, as 954 unidades participantes representaram 55% do total de hospitais com leitos de UTIs adulto habilitados no país. A pesquisa foi feita por adesão, por meio do preenchimento de um formulário de autoavaliação, dentro do Projeto Stewardship Brasil, lançado em 2019 pela Anvisa, em parceria com a Associação Brasileira dos Profissionais em Controle de Infecções e Epidemiologia Hospitalar (ABIH).

O objetivo do projeto foi identificar oportunidades de melhoria e buscar estratégias para promover a implementação desses programas em todos os hospitais do país. Portanto, além de fornecer um panorama nacional sobre os programas, a pesquisa possibilitou o levantamento de dados para a elaboração de ações de promoção da implementação de PGUAs nos hospitais brasileiros.

 

 

Fonte: Medicina S/A

 

A 8ª edição do Simpósio Internacional Oncoclínicas, que aconteceu nos dias 19 e 20 de novembro, apresentou o panorama da oncologia em meio à pandemia e as tendências para a área. O encontro reuniu mais de 5 mil participantes de todo o país, contando com 200 aulas ministradas por 250 palestrantes, incluindo mais de 20 internacionais. De acordo com o oncologista Bruno Ferrari, fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas, o objetivo foi transmitir o melhor conhecimento possível para a comunidade médica. “Nós acreditamos que só assim conseguiremos evoluir no combate ao câncer”. Confira os principais pontos debatidos.

  • Impactos do Coronavírus: antes e depois

Os impactos no novo coronavírus para diagnóstico e tratamento de tumores esteve no centro de muitos debates. Entre março e junho, segundo pesquisa das Sociedades Brasileiras de Patologia (SBP) e Cirurgia Oncológica (SBCO), mais de 70 mil diagnósticos de câncer deixaram de ser realizados no país por conta da pandemia.

 “Estamos frente a uma possível segunda onda da pandemia. Não podemos esquecer que ainda estamos vivendo uma pandemia e que precisamos manter os cuidados. Pessoas estão sendo contaminadas ainda e muita gente está morrendo por conta dessa doença. A boa notícia é que o setor da saúde como um todo, público e privado, está mais preparado para enfrentar os novos desafios que estão por vir. Já sabemos os mecanismos e o que é preciso para que as pessoas consigam se preservar e, ao mesmo tempo, como orientá-las para que não deixem de fazer seus exames, essenciais para o diagnóstico precoce do câncer, e sigam tratando doenças previamente detectadas”, explica Bruno Ferrari.

Segundo ele, um dos legados da pandemia está na expansão da prática médica para além dos consultórios, com o uso da telemedicina, por exemplo, que evitou e, principalmente orientou, os pacientes sobre quando procurar uma instituição de saúde e como fazer de maneira segura.

Mas os aprendizados não se restringiram ao entendimento dos mecanismos que levam à contaminação pelo novo vírus e ao estabelecimento de alternativas de fluxos seguros para pacientes. A experiência dos palestrantes e audiência que atuam na linha de frente dos cuidados oncológicos em diferentes centros do Brasil e do Mundo trouxe dados relevantes sobre os mecanismos do coronavírus em pacientes oncológicos contaminados.

“O que a nossa vivência, de forma geral, mostra é que pacientes oncológicos sem outros fatores de risco associados – imunossupressão, idade, fumantes, obesidade, diabetes e/ou hipertensão, entre outros – respondem à Covid-19 da mesma forma que o restante da população global exposta à doença. Ou seja, o câncer em si não representou chances de pior prognóstico. Nos casos daqueles mais debilitados ou que apresentam uma ou mais comorbidades, houve todavia tendência a desenvolver formas mais severas do vírus e seus consequentes reflexos na piora do quadro geral”, conta Bruno Ferrari, que lidera uma frente de pesquisas para geração de dados sobre este tema.

  • Robôs no suporte às cirurgias

Procedimentos cada vez menos invasivos, que incluem o uso da tecnologia robótica, foram mostrados durante as cirurgias transmitidas ao vivo durante o simpósio. Elas fazem parte do arsenal de alternativas que melhoram a qualidade de vida dos pacientes.

Segundo Bruno Ferrari, entre as intervenções inovadoras que foram transmitidas para os médicos, a cirurgia para retirada de tumor de tireoide foi um dos destaques. O procedimento é feito a partir de uma técnica ainda pouco conhecida, que consiste na retirada do tumor por meio endoscópico, sem a necessidade de cortes na região do pescoço.

“O que vimos no simpósio foram procedimentos cirúrgicos inovadores que já fazem parte da nossa realidade: eles são minimamente invasivos e muito eficientes: você ganha com a diminuição do tempo de internação, de exposição a infecções e aumenta o tempo de recuperação daquele paciente”, diz o médico.

Para a cirurgiã torácica Paula Ugalde, coordenadora de cirurgia do Simpósio, a fusão da tecnologia com a medicina trouxe avanços vistos no diagnóstico e tratamento. E no caso das intervenções cirúrgicas, as práticas minimamente invasivas estão conquistando espaços importantes nas condutas oncológicas. “O Brasil é um dos países que têm mais robôs cirúrgicos nas Américas, a gente só perde para os EUA. Quando utilizamos essas técnicas modernas para operar os pacientes, estamos garantindo um resultado final positivo não só do ponto de vista da retirada do tumor como da recuperação pós cirúrgica. O resultado final para o paciente é excelente”.

  • Genômica: essencial e cada vez mais presente no combate ao câncer

A individualização da linha de cuidado integral, desde o diagnóstico mais preciso até a definição da conduta de tratamento mais indicada, tende a ditar o tom para o tratamento de câncer agora e nos próximos anos. “Com o rastreamento do genoma e do DNA desses tumores, conseguimos saber suas particularidades e assim, encontrar a melhor forma de combater o seu avanço. E isso tem sido feito e os avanços nesses mapeamentos acontecem todos os dias, coletamos informações clínicas e genéticas para construirmos a base da inovação científica”, conta Rodrigo Dienstmann, diretor científico da Oncoclínicas Precision Medicine.

E se o diagnóstico precoce do câncer segue sendo o jeito mais efetivo de garantir melhores chances de respostas às terapêuticas aplicadas, a chamada oncologia de precisão traz respostas assertivas para que a medicação adotada atinja o alvo com grande acurácia, sob medida para as características da doença de cada indivíduo. “Isso significa que, com a ajuda da análise dos biomarcadores tumorais, ou seja, das alterações genéticas identificadas nas células daquele tumor específico e que trazem importantes informações para nos ajudar a desvendar o mecanismo da doença de acordo com cada caso de forma personalizada, podemos oferecer as melhores alternativas de tratamento em prol da qualidade de vida do paciente”, ressalta o especialista.

  • Imunoterapia avança para outros tratamentos

A ciência como aliada da prática médica se aplica ainda ao desenvolvimento de medicações cada vez mais personalizadas. Neste sentido, Carlos Gil enfatiza a ampliação do uso da imunoterapia no tratamento de mais tipos de câncer. Segundo ele, a técnica consiste em fortalecer certos aspectos da imunidade do paciente para que o próprio corpo combata o tumor. A verdadeira “arma secreta” contra o câncer, diz ele, está em nós mesmos:

“Os imunoterápicos já são parte da nossa realidade e tendem a se aperfeiçoar e ganhar espaço. Há cerca de dois anos esse tipo de medicação era usada apenas em alguns poucos casos de câncer, como o melanoma – tipo de câncer de pele -, mas agora ela já tem sido recomendada para tipos de tumores nas mamas, nos rins, gastrointestinais, pulmão, leucemia, linfoma e sarcoma. E não deve parar por aí”, destaca.

  • Universalização do acesso às melhores condutas ao pacientes e compartilhamento de conhecimento entre especialistas caminham lado a lado

“O atendimento oncológico pode e deve ser multidisciplinar, integral e simultâneo. O que praticamos durante o simpósio de forma explicativa é o que queremos praticar no nosso dia dia”, diz o oncologista Sergio Jobim Azevedo, coordenador científico do 8º Simpósio Internacional Oncoclínicas.

Para ele, esse processo de democratizar e universalizar o conhecimento médico é amplamente favorecido pelo formato digital, uma das heranças positivas da pandemia. “Toda a programação foi disponibilizada de forma gratuita para médicos, estudantes de medicina e outras profissionais de saúde. Uma pessoa que está no extremo norte ou sul do país pode compartilhar desse momento”, reforça.

O evento contou com treze salas temáticas, com transmissão simultânea e em tempo real, divididas por especialidade: mama, geniturinário, pele, ginecológico, sarcomas, neuroendócrino, cabeça & pescoço, hematológico, gastrointestinal, torácico, sistema nervoso central e onco hemato pediátrica (sala multidisciplinar).

“O valor da cooperação entre especialistas é uma das principais mensagens que trouxemos. Tivemos a oportunidade de reunir os maiores especialistas em oncologia clínica, cirurgia oncológica e análise genética do Brasil e exterior para debater o que há de mais avançado nestes segmentos e compartilhar este conhecimento com médicos de todo o país. Unir as equipes envolvidas na linha de cuidado com certeza agrega muito no resultado final para o paciente”, acrescenta Sergio Azevedo.

 

Ele ressalta que informações sobre os tratamentos, avanços, conquistas e desafios na luta contra o câncer precisam ser sempre compartilhados. Munidas dessas informações, as comunidades médica e científica conseguem evoluir e cobrar respostas por parte do poder público.

“Acredito piamente que a informação científica não deve ter barreiras. Só evoluiremos se caminharmos juntos. O câncer atinge toda a população, de classes altas e baixas e de todos os níveis de renda. Precisamos trabalhar na ampliação do entendimento sobre esses avanços tão significativos para que eles não fiquem restritos a um círculo fechado de especialistas e sejam disponibilizados rapidamente à população. É preciso garantir acesso ao melhor tipo de tratamento para todos”, finaliza.

 

Fonte: Medicina S/A

 

No Dia Nacional do Doador de Sangue, comemorado nesta quarta-feira (25), o hemocentro do Distrito Federal e de 14 estados brasileiros -  Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo - se uniram na campanha “Somos todos do mesmo sangue”. A ação inédita vai até o dia 28 e pretende ressaltar a importância desse gesto, especialmente durante a pandemia de covid-19, já que houve queda de até 50% no número de doações em algumas regiões do Brasil.

“Ver os hemocentros unidos em celebração a um dia tão especial tem um significado muito importante. Só é possível garantir a continuidade das coletas de sangue durante a pandemia com uma grande corrente de solidariedade. Só é possível salvar vidas juntos” , destacou o diretor geral do Hemorio, Luiz Amorim.

Cada hemocentro vai desenvolver ações locais para agradecer e incentivar os doadores de sangue.  Em Brasília serão homenageados doadores, multiplicadores e entidades que se destacaram neste ano por desenvolverem ações de incentivo à doação voluntária de sangue, como o simples gesto de doar regularmente e a organização de grupos de doadores. “É muito significativo o esforço nacional coletivo para agradecer o doador pelo gesto tão valioso – e expressado com mais intensidade durante a pandemia. A esperança tem chegado aos pacientes que precisam de transfusão”, pontua a diretora-presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Bárbara Simões

Números

Segundo o Ministério da Saúde, 1,8% da população doa sangue de forma regular. A estatística fica um pouco abaixo dos 2% ideais definidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e bem atrás dos 5% registrados em países da Europa. As doações constantes são essenciais para os estoques de plaquetas, que ajudam no controle de sangramentos e são usadas em tratamentos contra o câncer, por exemplo.

Segurança

A quantidade de sangue retirada não afeta a saúde do doador, pois a recuperação ocorre imediatamente após a doação. Uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue e em uma doação são coletados, no máximo, 450 ml de sangue.

Ao se candidatar a doar é preciso passar por uma entrevista que tem o objetivo de dar maior segurança para o doador e para os pacientes que receberão o sangue, sendo de extrema importância responder as perguntas com sinceridade.

Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (hemácias, plaquetas e plasma) e assim um único doador pode beneficiar mais de um paciente. Os componentes são distribuídos para os hospitais para atender aos casos de emergência e aos pacientes internados.

Quem pode doar?

Podem doar sangue as pessoas que tiverem idade entre 16 e 69 anos, sendo que a primeira doação deve ser feita, obrigatoriamente, até os 60 anos. Menores de 18 anos só podem doar com a autorização dos responsáveis legais. Todo doador deve apresentar um documento original com foto.

Se o voluntário tiver almoçado, o procedimento deve ser feito três horas depois. Se for um doador frequente, é preciso obedecer ao intervalo para a doação, que deve ser de dois em dois meses para homens, que podem doar no máximo quatro vezes por ano, e de três em três meses para mulheres, que podem doar no máximo três vezes por ano.

Condições básicas:

- ter entre 16 e 69 anos de idade (Menor de 18 anos deve apresentar o formulário de autorização e cópia do documento de identidade com foto do pai, mãe ou tutor/guardião);

- idosos devem ter realizado pelo menos uma doação de sangue antes dos 61 anos);

- pesar mais de 51 quilos e ter IMC maior ou igual a 18,5 (descontar o vestuário);

- há medicamentos que podem impedir a doação. Confira algumas restrições na lista de impedimentos;

- apresentar documento de identificação oficial com foto (original ou cópia autenticada em cartório), em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade.

Documentos aceitos: carteira de identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira nacional de habilitação, passaporte, carteira profissional emitida por classe ou carteira de doador. Não são aceitos crachás funcionais, carteiras estudantis nem certidão de nascimento;

- dormir pelo menos seis horas, com qualidade, na noite anterior à doação;

- não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação;

- não fumar duas horas antes da doação.

Doações na pandemia

Durante esse período, os atendimentos em todas as unidades estão acontecendo, preferencialmente, por meio de agendamento. A medida visa a reduzir a circulação de pessoas nos locais para evitar aglomerações e reduzir a possibilidade de transmissão do vírus.

 

Fonte: Agencia Brasil

 

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), em parceria com a Controllab – Controle de Qualidade para Laboratórios, desenvolveram o artigo Brazilian laboratory indicators benchmarking program: three-year experience on pre-analytical quality indicators. O material foi produzido por Wilson Shcolnik, Fernando Berlitz, Cesar Alex de O. Galoro, Vinicius Biasoli, Rafael Lopes, Diogo Jerônimo, Luiza Bottino Balli e Leticia H. Bernardes.

A abertura explicou a representação do benchmarking na medicina laboratorial. Trata-se de um processo no qual as instituições buscam se comparar com o macroambiente (comparação de desempenho e melhores práticas com diferentes laboratórios) e melhorar seus resultados com base em indicadores de qualidade. A literatura tem destacado a vulnerabilidade da fase pré-analítica em termos de riscos e falhas e o uso da comparação interlaboratorial como oportunidade para definir um benchmark de desempenho estratégico alinhado ao setor de medicina laboratorial, o que tem se mostrado uma estratégia promissora para garantir a melhoria contínua , identificando dentro do processo pré-analítico as atividades críticas para garantir a segurança do paciente.

Nesse contexto, o trabalho teve como objetivo apresentar a experiência de três anos (2016-2018) do Programa de Benchmarking e Indicadores Laboratoriais (PBIL) – com ênfase nos indicadores pré-analíticos e sua comparação com especificações de desempenho disponíveis na literatura e outros programas de benchmarking na área de Medicina Laboratorial, como por exemplo do grupo europeu da Federação Internacional de Química Clínica e Medicina Laboratorial (em inglês, IFCC WG LEPS). O PBIL é organizado pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) em conjunto com a Controllab e coordenado por um grupo brasileiro com representantes de diversos países (https://controllab.com/din2/benchmarking_indicadores/index.php).

De acordo com Wilson Shcolnik, Presidente do Conselho de Ex-Presidentes da SBPC/ML, os dados apresentados no artigo envolvem os resultados de desempenho de 180 laboratórios com participação ativa. Os resultados são apresentados em porcentagem (%, gráfico de boxplot em quartis) e métrica Sigma, reconhecida como a métrica que melhor indica a magnitude das falhas em um processo. “O Gráfico de Pareto foi utilizado para facilitar a ordenação e identificar os principais erros na fase pré-analítica. O Radar Chart foi disponibilizado neste trabalho com o objetivo de comparar os resultados obtidos no Sigma pelo PBIL e IFCC Working Group Laboratory Errors and Patient Safety (WG LEPS)”, explica.

No período do estudo, pouco mais de 80% das falhas pré-analíticas estão relacionadas à contaminação de hemoculturas (laboratórios hospitalares e não-hospitalares), recoletas e exames não registrados, com índices de falha de 2,70, 1,05 e 0,63%, respectivamente. O desempenho observado no programa PBIL foi consistente com os referenciais da literatura, sendo observada performance superior para indicadores relacionados à coleta da amostra como por exemplo “Volume Insuficiente de Amostra” e “Proporção incorreta de volume de amostra/anticoagulante”.

“Os resultados do programa demonstram a importância de um programa contínuo de monitoramento de desempenho comparativo para definir metas mais robustas e, consequentemente, reduzir as falhas nos processos laboratoriais. Mesmo com essas premissas e resultados promissores, a análise contextualizada dos indicadores do programa, apontam para um número ainda significativo de falhas em nosso mercado, com possibilidades de melhorias a fim de garantir processos mais robustos e eficazes. A conquista desta publicação demonstra a confiabilidade e consistência dos dados do PBIL, permitindo a comparação de desempenho entre programas de benchmarking no âmbito internacional”, acrescenta Luiza Bottino Balli, Supervisora de Serviços da Controllab.

 

 

Fonte: Medicina S/A

 

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