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19 Julho

Preservação da fertilidade em mulheres submetidas a tratamentos oncológicos

De acordo com o INCA (2018), a incidência de câncer em crianças, adolescentes e adultos jovens tem aumentado com o passar dos anos. Portanto, se torna necessária a discussão sobre a preservação da fertilidade em mulheres submetidas a tratamentos oncológicos. Hoje, com o avanço da medicina, dispomos de técnicas cirúrgicas menos invasivas, podendo adaptar a necessidade de cada paciente. Além disso, é possível realizar procedimentos como congelação de óvulos para uma gestação futura (BERTON, 2020).

PRESERVAÇÃO DA FERTILIDADE EM MULHERES SUBMETIDAS A TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS

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Estudo sobre fertilidade e tratamento oncológico

Em 2020 foi publicado um estudo observacional no jornal brasileiro de reprodução assistida, com o objetivo de mostrar os dados brasileiros em relação ao programa de preservação da fertilização das pacientes submetidas a tratamentos oncológicos. Foram incluídas 246 pacientes submetidas à criopreservação de oócitos antes do início de tratamento oncológico. Este projeto social foi realizado em uma clínica particular de Santo André-SP no período de 2011 a 2018.

Segundo Berton (2020), a técnica de criopreservação de oócito deu esperança para as pacientes que passaram por tratamentos oncológicos durante a menacme, afinal, a infertilidade leva a sentimentos negativos, como trauma, inveja e ciúmes, além de extremo estresse devido a frustração de não poder engravidar. Esses sentimentos decorrentes da possível infertilidade, impactam negativamente na evolução e no tratamento da mulher com câncer.

Apesar de algumas pacientes que passam por quimioterapia não apresentarem um dano completo de sua fertilidade, variando de mulher para mulher e de caso para caso, todas as mulheres devem orientadas quanto a possível infertilidade e quanto a opção de criopreservação de oócitos (DONNEZ, 2017).

Berton (2020) pontua sobre a falta de estudos em relação a taxa de sucesso da fertilização após criopreservação em pacientes que foram submetidas a quimioterapia. Inclusive no seu estudo, das 246 pacientes que fizeram criopreservação, apenas quatro retornaram para dar sequência ao tratamento de fertilização in vitro. Três tiveram os embriões transferidos no terceiro dia, mas somente uma engravidou.

Considerações

É um assunto que deve ser cada vez mais discutido entre profissionais oncologistas. De acordo com Berton (2020), a maioria das pacientes oncológicas não sabem que têm a opção de preservar a fertilidade. Apesar de ser algo caro e inviável para a maioria da população brasileira, existem diversos projetos sociais que ajudam as pacientes oncológicas que sonham em gerar um filho, principalmente no estado de São Paulo. Além de melhorar o acesso da população a esse projetos ou, até mesmo, através do SUS, é essencial difundir informação, para que cada vez mais, menos mulheres experimentem os sentimentos negativos trazidos pela infertilidade.

 

Fonte: pemed

 
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