11 Setembro

SINDESSMAT DEFENDE MODELO HUMANIZADO DE ATENÇÃO TOTAL AO PACIENTE

Unimed impõe retrocesso com modelo de remuneração atrasado

 

A pandemia do coronavírus deixou uma grande lição a todos nós: a de que o paciente deve ter sempre atenção plena e total e que a prevenção e os tratamentos precoces reduzem drasticamente números negativos na saúde. Foi inspirado nessa lição que o Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindessmat), norteado pelas boas práticas de gestão em saúde, alerta para a imposição da Unimed de retorno ao “fee for service”  em substituição ao já implantado modelo de Diária Semi-Global ou DSG.

Por recomendação da própria ANS é fundamental a adoção de modelos mais eficientes de remuneração para a sustentabilidade do setor e da própria saúde suplementar. Para isso, os hospitais investem em consultorias com o objetivo de apurar custos e dar mais eficiência à rotina diária dos hospitais com foco total no paciente. Por isso, desde 2017, a Unimed e os hospitais de Mato Grosso aderiram à Diária Semi-Global, pois representava o caminho para um modelo de remuneração mais eficiente, colocando o paciente no centro do cuidado. 

No entanto, no mês de agosto, os hospitais de Mato Grosso foram surpreendidos com a informação da Unimed, do retorno, a partir 1º de setembro de 2020, do modelo Fee for Service, ou pagamento por procedimento. Este modelo utiliza e facilita a aplicação de glosas e o não pagamento por serviços prestados que podem ser discutidos por longos períodos e com isso possibilitar postergação de despesas.

Para a diretoria do Sindessmat, em plena crise de saúde, com a pandemia, não há motivo plausível para Unimed retroceder no modelo de remuneração trazendo consequências drásticas às unidades de saúde. Os hospitais precisarão contratar uma equipe maior para faturamento das contas, e a Unimed precisará intensificar a sua equipe de auditoria o que acarretará aumento de custos para todos. Outro ponto negativo é que foi proposta a tabela que era praticada em 2016 e uma tabela defasada traz estímulo ao consumo, sem levar em consideração a qualidade, resolutividade e valor para o paciente.

Segundo o Sindessmat, existe um esforço mundialmente conhecido para a adoção de modelos alternativos ao tradicional Fee For Service. “A Agência Nacional de Saúde (ANS) entende que o setor deve priorizar modelos baseados em valor de saúde, que assegurem a qualidade dos serviços prestados e não se baseie exclusivamente na redução dos custos. Os profissionais de saúde devem exercer seu tempo de trabalho na qualidade do cuidado em saúde, centrados no paciente, com atenção ao monitoramento e a avaliação dos resultados e forte coordenação do cuidado. E não em estatísticas ou glosas burocráticas”, endossa o sindicato.

Para a diretoria do Sindessmat, essa quebra de paradigma, proposta pela Unimed coloca prestadores e cooperativa em lados opostos. O Sindessmat defende uma remuneração justa pelos serviços prestados, com critérios claros, bem definidos. “O que nos une é entregar a melhor assistência à saúde dos nossos pacientes. No entanto, com esta medida, a Unimed, de forma impositiva, sem diálogo, sem negociação construtiva não prioriza o paciente, mas sim o lucro e a burocratização da saúde privada suplementar de Mato Grosso”, reforça a entidade.

 

Fonte: Sindessmat
Foto: Agência Brasil

Ler 234 vezes Última modificação em Sexta, 11 Setembro 2020 17:09
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