08 Janeiro

Síndrome desconhecida mobiliza órgãos de saúde e polícia em MG Destaque

Síndrome desconhecida mobiliza órgãos de saúde e polícia em MG

Técnicos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde estão reunidos na manhã desta quarta, em BH. Polícia Civil também investiga se há indícios de crime. Uma morte foi confirmada em Juiz de Fora.

A causa da morte do homem que estava internado em Juiz de Fora, na Zona da Mata, após apresentar sintomas de insuficiência renal e alterações neurológicas, ainda é um mistério para as autoridades e especialistas em saúde. Na manhã desta quarta-feira (8), um grupo do Ministério da Saúde, está reunido com técnicos da Secretaria de Estado de Saúde, em Belo Horizonte, para investigar a origem dos sintomas que já foram identificados em outros seis pacientes. A Polícia Civil também abriu investigações preliminares.

A reunião na Secretaria de Estado de Saúde acontece desde às 9h, de portas fechadas e, por enquanto, o posicionamento será apenas por nota. As equipes ficarão em Belo Horizonte para investigar os possíveis causas do aparecimento da síndrome desconhecida, até então chamada síndrome nefroneural, até sexta-feira (10). Exames de sangue estão sendo realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), também na capital mineira.

Para o infectologista e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia Carlos Starling, nenhuma hipótese pode ser descartada. “Existem várias possibilidades, de doenças infecciosas a intoxicações por algum produto. Pode ser toxina de microrganismo. Existem inúmeras bactérias, vírus e até produtos que possam ter provocado os sintomas”, afirmou.

Segundo ele, embora ainda não se saiba o que tenha provocado os sintomas da doença, nem se é contagiosa, não há motivo para alarde. A orientação é “quando o paciente apresentar qualquer sintoma, deve procurar um hospital imediatamente. Quanto mais cedo procurar, melhor”, disse. Entre os primeiros sintomas estão náusea, vômito, dor abdominal e insuficiência renal.

Starling explicou que este tipo de situação exige das autoridades de saúde coleta de informações de forma minuciosa, para identificar maior número de casos possível e estabelecer banco de dados de pessoas que tiveram sintomas. “São feitos cálculos matemáticos para identificar possíveis fontes do problema. É um trabalho de investigação sofisticado que exige gente preparada e laboratórios de suporte muito bem estruturados”.

Análise de bebidas
A Polícia Civil confirmou, nesta quarta-feira (8), que o Instituto de Criminalística analisa amostras de bebidas que, supostamente, poderiam ter provocado os sintomas de insuficiência renal e alterações neurológicas em moradores de Belo Horizonte e de Ubá, na Zona da Mata. A cervejaria, que foi atrelada ao caso, negou.

Segundo a polícia civil, estão sendo feitas investigações preliminares para saber se houve crime, com entrevistas e comunicação com outras instituições públicas. O inquérito policial só será instaurado se constatado que houve ação criminosa.

Mensagens compartilhadas em redes sociais diziam que os pacientes se intoxicaram após ingerir a cerveja Belorizontina, da Backer. Uma delas menciona um dos pacientes e afirma que teria sido vítima da suposta intoxicação.

A diretora de marketing da Backer, Paula Lebbos, negou problemas na cerveja e disse que as mensagens são mentirosas.

Fonte: G1

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