09 Julho

OCDE e FAO apontam 'epidemia de obesidade' na América Latina e no Caribe

América Latina e Caribe são vítimas de uma "epidemia de obesidade", denuncia um informe publicado nesta segunda-feira (8) pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a agência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Ao mesmo tempo, aumenta também o número de pessoas em situação de insegurança alimentar na região.

"A obesidade afeta atualmente quase 25% da população e 60% dos habitantes têm sobrepeso na América Latina e no Caribe", destaca o relatório, que tem como título "Perspectivas agrícolas 2019-2028", elaborado pela FAO e a OCDE.

O documento aponta o "triplo ônus da má nutrição", uma mescla de subalimentação, obesidade e falta de micronutrientes que cria "um problema de saúde pública cada vez mais grave".

O fenômeno "parece seguir avançando", alertam os especialistas da FAO e da OCDE, "especialmente para os setores pobres da população, as mulheres, as populações autóctones, as pessoas de ascendência africana e, em certos casos, as crianças".

Comparável a países ricos

As taxas de sobrepeso e de obesidade na região da América Latina e do Caribe, claramente superiores ao nível médio mundial há mais de 40 anos, são "comparáveis" à dos países de alta renda.

Atualmente, a região fica na segunda posição na classificação mundial, atrás da América do Norte, informa o documento.

Ao mesmo tempo, apesar do excedente na produção agrícola e alimentar na América Latina, a quantidade de pessoas em situação de insegurança alimentar "aumentou pelo terceiro ano consecutivo".

Mais que a disponibilidade dos alimentos, o custo para os consumidores pobres é o que explica a agravamento da situação, de acordo com os analistas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), outra agência da ONU, recomenda que a proporção de açúcares e gorduras não supere 10% e 30%, respectivamente, das calorias totais consumidas.

"Mas parece que os hábitos alimentares da região não concordam com o que é pregado", destaca o informe.

Os especialistas alertam ainda para o forte aumento do consumo de proteínas de origem animal, em uma região na qual a dieta costumava ser rica em cereais, raízes, tubérculos e legumes.

O informe aponta algumas iniciativas de políticas públicas como a limitação da publicidade de alimentos e bebidas processados, assim como rótulos nutricionais detalhados nas embalagens, medida implementada pelo Chile, o imposto sobre os alimentos vinculado à saúde no México e a lei sobre alimentação nas escolas no Brasil.

 

Fonte: G1

Ler 23 vezes
Avalie este item
(0 votos)

Facebook

Parceiros

 

Contato

Sindessmat - Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso

Rua Barão de Melgaço, n° 2754

Edifício Work Tower - Sala 1301

Cuiabá - MT

Telefone: (65) 3623-0177

Email: diretoria@sindessmat.com.br

Sobre nós

O SINDESSMAT – Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso – conforme seu Estatuto, é constituído para fins de estudo, coordenação, proteção e representação legal da categoria dos estabelecimentos de serviços de saúde, dentro do estado de Mato Grosso.