10 Maio

Estudo com mais de 5 mil mulheres tratadas no A.C.Camargo vê duplicada a sobrevida em casos de câncer de mama metastático Destaque

Mais de 5 mil mulheres foram acompanhadas de 2000 a 2017 em pesquisa que apontou sucesso do tratamento em todos os estádios do câncer de mama. Em pacientes com metástase o índice de sobrevida saltou de 20,7% para 40,8% no período. E em estágio inicial alcançou 98,7%, mostra o trabalho publicado na revista Mastology.

As mulheres que recebem um tratamento multidisciplinar estão superando o câncer de mama em todos os estágios de descoberta da doença. Esta é uma das principais conclusões do estudo feito por médicos e pesquisadores do A.C.Camargo Cancer Center com a análise dos dados de mais de 5 mil mulheres em tratamento na instituição de 2000 a 2017. Publicado hoje na revista Mastology, da Sociedade Brasileira de Mastologia, a pesquisa mostra que entre as pacientes com metástases as taxas de sobrevida em cinco anos saltaram de 20,7% no ano 2000 para os atuais 40,8%. “Os índices chegam a 98,7% para casos de tumores detectados precocemente”, diz uma das autoras, a mastologista Fabiana Makdissi, responsável pela Mastologia do A.C.Camargo.

O objetivo do estudo epidemiológico Breast Cancer Survival in a South American Cancer Center – a Cohort Study of 5095 patients foi relacionar o estágio clínico ao diagnóstico da doença com a sobrevida das pacientes no período de cinco anos após o tratamento. Considerando-se todos os estágios (sobrevida global), os índices passaram de 83% para 90% no período estudado.

Ao trazer o recorte de sua realidade, que é a de um centro integrado de diagnóstico, tratamento e ensino e pesquisa do câncer, pilares que o conceituam como um cancer center, o A.C.Camargo traz um estudo inédito com as taxas de sobrevida entre as brasileiras diagnosticadas com câncer de mama. “É possível comparar os números do A.C.Camargo com os dados oficiais do levantamento SEERs, do Ministério da Saúde dos EUA, que traz a mesma sobrevida entre as norte-americanas em estágio inicial: 98,7%.

De acordo com a médica epidemiologista e coordenadora do Departamento de Epidemiologia do A.C.Camargo, Maria Paula Curado, também autora do trabalho, vale ressaltar que os números trazidos no estudo são uma realidade de um cancer center. “É uma estrutura que possibilita a mais alta precisão diagnóstica e oferece cuidado integrado e multidisciplinar às pacientes – um tratamento personalizado que leva em conta as suas características clínicas individuais e o perfil biológico do tumor”, afirma.

AUMENTO DE SOBREVIDA EM TODOS OS ESTÁGIOS – As informações 5095 pacientes foram divididas por períodos de início do tratamento (2000-2004, 2005-2009 e 2010-2012) e fases de descoberta da doença (estágios 1 ao 4). As pacientes diagnosticadas no estágio 0 (que são os tumores chamados ductais in situ – iniciais e potencialmente não agressivos) não entraram no cálculo de sobrevida. Para todas as fases da doença houve evolução das taxas de sobrevida do primeiro para o terceiro período, como na tabela:

“Acreditamos que o exponencial aumento da sobrevida na doença mais avançada – quase que dobrando do primeiro ao terceiro período – é fruto da visão 360 graus que é oferecida por um Cancer Center”, afirma a cirurgiã oncologista Fabiana Makdissi. “O diferencial está em pensar na pessoa com doença mais avançada não como uma paciente em estágio terminal, mas sim que ela é uma mulher que pode se beneficiar de um tratamento personalizado, oferecido por uma equipe capacitada e multiprofissional. Essa assistência integrada transmite um sentimento de confiança para a paciente, que adere e acredita no tratamento”, observa.

4 ENTRE 10 DIAGNÓSTICOS EM MULHER JOVEM – Outro importante dado apresentado no estudo se refere ao impacto do rastreamento de câncer de mama por mamografia a partir dos 40 anos. “O cuidado à saúde da mama, com destaque para a mamografia anual, mostrou que 4 entre 10 pacientes foram beneficiadas pela possibilidade de descobrir a doença em fase mais precoce do que seria se elas esperassem completar a quinta década de vida”, ressalta Fabiana Makdissi.

Câncer de mama no Brasil e no mundo – O levantamento Globocan 2018, da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o câncer de mama, o mais comum entre os tumores femininos, impacta 2,1 milhões de mulheres a cada ano no mundo. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), também é o câncer mais comum entre as mulheres, com cerca de 60 mil casos.

Sobre o A.C.Camargo Cancer Center

Referência internacional em oncologia, o A.C.Camargo Cancer Center é um dos mais importantes centros especializados e integrados de diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer. A instituição provê assistência integrada, de alta complexidade, humanizada e centrada nas necessidades e segurança dos pacientes, em todas as etapas, desde o diagnóstico até a reabilitação.

No A.C.Camargo, médicos e cientistas atuam em conjunto no desenvolvimento de pesquisas que serão aplicadas no futuro da oncologia, resultando nas melhores alternativas terapêuticas e, consequentemente, no aumento dos índices de cura e de sobrevida do paciente. Possui o mais importante centro privado de Pesquisa sobre o Câncer do país. No Ensino, é a principal Instituição formadora de especialistas, residentes, mestres e doutores em oncologia do país, aptos a compartilhar o conhecimento e atuar no combate ao câncer em benefício de toda a sociedade.

Fonte: Anahp

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