16 Agosto

Faturamento na aérea de saúde foi tema de curso realizado pelo Sindessmat Destaque

Cerca de 70 profissionais, que atuam no setor de faturamento de instituições de saúde do Mato Grosso, participaram do evento

Os desafios financeiros de qualquer empresa são basicamente os mesmos. A empresa precisa ter um fluxo de caixa bem controlado e planejar as ações para obter os melhores resultados financeiros. No caso dos hospitais, clínicas e laboratórios é importante estar atento a alguns fatores que costumam ser vilões da gestão do faturamento. Com isso em mente o Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat), realizou nesta quinta-feira (16.08), o curso Gestão de Faturamento para Faturistas, na sede do sindicato em Cuiabá.

Cerca de 70 profissionais, que atuam no setor de faturamento de instituições de saúde do Mato Grosso, conheceram conceitos básicos em faturamento como tabela de remuneração, papel da equipe de faturistas, análise de prontuários, glosas (recusa de pagamento - por parte da operadora - de procedimentos executados por prestadores de serviços de saúde, em função de divergências de conformidade), entre outros.

Segundo a palestrante e especialista em Auditoria em Sistemas de Saúde e professora de cursos de Pós-Graduação na área de Gestão em Saúde, Cilêda Azevêdo, a rotina da área de saúde é intensa e necessita de profissionais capacitados para acompanhar esse ritmo, principalmente na área de faturamento.

“O faturamento na área de saúde é completamente diferente de qualquer outra área. No varejo você paga pelo valor de aquisição do produto mais uma margem de lucro, na saúde é diferente. Existem especificidades, por exemplo, um laboratório não pode cobrar o que quer para um exame, existe uma tabela feita pela Associação Médica Brasileira. E essa tabela tem critério diferente para cada público, no laboratório você vai pagar x por um exame, se o laboratório estiver dentro de um hospital o custo será outro. E todas essas regras são legisladas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, no que diz respeito a saúde suplementar, ou seja, o que não é o SUS”, explicou.

A especialista ressaltou a comunicação como peça fundamental para o faturamento. “Independente de você ser uma clínica, laboratório, hospital de pequeno ou grande porte, é preciso estar atento à comunicação. Muitas vezes encontramos setores que não se comunicam, que tem visões diferentes do mesmo assunto. E a verdade é que a empresa é uma cadeia, em que os processos estão ligados uns aos outros. Da recepcionista, passando pelos enfermeiros, médicos até o faturamento. Se, por exemplo, a recepcionista não se atenta a uma carteirinha do plano de saúde vencida, isso gera um problema na parte final. Vai causar retrabalho ou até o prejuízo”, pontuou Azevêdo.

Cilêda destacou ainda que o faturamento tem um desafio, que é encontrar profissionais capacitados, já que não existe uma formação na aérea. “É muito comum alguém que é de outro setor ser chamado para ir para o faturamento, pessoas que não tem conhecimentos das particularidades da área, que não tem conceitos solidificados. E que acabam aprendendo no dia a dia, com um colega de trabalho, com erros e acertos. Por isso cursos como esse, que tratam da peculiaridade da área de saúde são importante”, reforçou.

Mesmo pensamento da faturista da clínica Vida Cardio de Sorriso (420 km de Cuiabá). “Me vi nos exemplos da Cilêda, eu era técnica de radiologia e me puxaram para o setor de faturistas. Aprendi com um colega a aérea, porém ainda tenho muitas dúvidas, acaba que de cada 10 que eu faturo, 2 voltam, quero conhecer melhor o processo para identificar se o problema é na execução ou na minha área. Então esse curso veio em ótimo momento”, afirmou.
Já o administrador da Amecor, Eduardo Julio, participará dos três dias de curso. “Vim para ampliar o conhecimento, entender toda a dinâmica do faturamento, conhecendo os lados. Do início até o fim do faturamento e não ter só a visão do numero final. Quando você conhece todos os pedaços você acha melhores soluções e não é enganado”, disse.

Para a COO da Powertiss empresa parceira nos cursos, Karen Angelo, o mercado tem evoluindo bastante e é necessário se aprimorar. “Faturamento é um tema complexo, que dá a impressão que hoje já está eletronicamente implantado, mas na pratica não é bem assim, ainda tem algumas rotinas que são manuais, muito itens de papel. Além de ter uma série de particularidades, como o que o paciente necessita versus o que a operadora entende que está coberto pelo plano, ao mesmo tempo em que o hospital não pode deixar de prestar assistência. Com isso é preciso ter conhecimento das rotinas para atender as demandas das operadoras, mas também conseguir um resultado financeiros ao final do mês”, argumentou.

Esses debates levantados é justamente o esperado pelo Sindessmat, afirmou a diretora executiva, Patricia West. “Esse tema surgiu de uma demanda dos associados, que enxergaram a necessidade de se aprimorar na área de faturamento, que possui uma carência de profissionais com experiência na área. Tanto que tivemos auditório cheio. E esse programa montado em parceria com a Powertiss, com cursos em três dias tenta suprir essa necessidade e vai de encontro com a função do sindicato de proporcionar treinamentos e melhorar a qualidade dos serviços”, finalizou.

O Sindessmat realiza ainda nesta sexta-feira (17.08), curso sobre Gestão de Faturamento para Gestores e no sábado (18.08) o curso sobre Gestão Comercial. 

Fonte: Assessoria de Imprensa Sindessmat - ÍconePress

 

Ler 63 vezes Última modificação em Quinta, 16 Agosto 2018 18:12
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