11 Julho

7% dos pacientes vão adquirir infecção hospitalar durante internação, aponta relatório

Em países de renda alta, 7% dos pacientes internados vão adquirir alguma infecção durante a internação hospitalar. Esse índice sobe para 10% em países de renda baixa. O dado é de relatório do Bando Mundial, OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgado na noite desta quinta-feira (5).

"Isso acontece apesar das infecções hospitalares serem facilmente evitadas com uma melhor higiene, melhores práticas de controle de infecções e uso apropriado de produtos antimicrobianos", diz o documento.

O relatório das entidades faz uma análise da assistência à saúde em todo o mundo e aponta para o custo global da má-assistência: só com erros associados à medicação, o mundo gasta US$ 42 bilhões ao ano.

De modo geral, diz o documento, erros de medicação, tratamento desnecessário ou inadequado, práticas clinicas inseguras e falta de treinamento de profissionais de saúde é uma realidade em todos os países do mundo: sejam eles ricos ou pobres.

Peso de efeitos adversos da assistência à saúde na incapacidade (%)

A OMS considera como efeitos adversos: infecções hospitalares, erros de medicação e de diagnóstico, etc.

Países de renda baixa: 38

Países de renda média : 25

Países de renda média alta: 19

Países de renda alta: 18

Fonte: OMS/OCDE/Banco Mundial

Alguns dados que indicam a 'má qualidade da assistência à saúde' em todo o mundo, segundo o relatório:

Quase 40% dos estabelecimentos de saúde em países de baixa e média renda não têm água potável e quase 20% não têm saneamento. "As implicações para a qualidade os cuidados são evidentes", diz o relatório;

Em países de renda alta, um em cada 10 pacientes têm algum efeito negativo durante o tratamento;

Taxas de vacinação de influenza estão baixas em países ricos: número varia de 1% a 78% (no Brasil, índice foi acima de 80%);

A resistência de micro-organismos a medicamentos é uma realidade em todo o mundo devido ao uso excessivo desses produtos na assistência à saúde;

 

303 mil mães e 2,7 milhões de recém-nascidos morrem anualmente por questões relacionadas ao parto. "Muitas dessas condições seriam evitáveis", diz o documento.

Cerca de 2,6 milhões de bebês nascem mortos todos os anos;

7% dos pacientes em países ricos vão ter alguma infecção hospitalar. Número é de 10% em países de renda média e alta;

Uma proporção considerável de pacientes não recebe tratamento adequado, baseado nas melhores evidências, diz a OMS;

Em muitos países, há subdiagnóstico da hipertensão. Menos da metade dos adultos com pressão alta não foram diagnosticados. O tratamento varia muito: entre 7% e 61% dos pacientes que apresentaram pressão alta estão recebendo tratamento para hipertensão;

Pesquisa mostrou que, em países de renda média e alta, a adesão a protocolos e diretrizes ficou abaixo de 50%;

Estudo da OCDE mostrou que entre 19-53% das mulheres entre 50-69 anos não realizou mamografia;

Outro levantamento da OCDE também demonstrou que entre 27-73% das pessoas acima de 65 anos não receberam vacinação contra a gripe em países de renda média e alta.

O documento faz ressalvas quanto a melhores taxas de sobrevivência relacionadas ao câncer e a doenças cardiovasculares ao longo dos anos, mas o documento ressalta que "mesmo assim, custos econômicos e sociais do atendimento de baixa qualidade, incluindo incapacidade de longo prazo, e produtividade perdida, chegam a trilhões de dólares a cada ano."

O que é uma boa assistência à saúde?

O relatório aponta que uma boa assistência à saúde deve oferecer tratamento certo, no tempo certo e atender às preferências e necessidades do paciente. Ao mesmo tempo, a assistência deve minimizar o dano e o uso desnecessário de recursos.

As entidades sustentam que, mesmo em países pobres, o investimento em saúde deve ser prioridade, não só pelos custos sociais, mas também pelos custos econômicos.

"A construção de sistemas de saúde de qualidade é acessível para todos os países do mundo em todos os níveis de desenvolvimento. Na verdade, a falta de qualidade na saúde, é um custo que nenhum país pode pagar, especialmente os pobres."

As entidades postulam que o acesso universal à saúde só é possível com um aumento da qualidade. Esses sistemas também devem desenvolver transparência.

Um estudo feito pela OCDE feito entre 2012 e 2015 mostrou que todos os sistemas universais precisavam desenvolver mecanismos para divulgar melhor sua performance em termos de qualidade e resultado do tratamento. No Brasil, a assistência à saúde é universal -- para todos os brasileiros -- com o Sistema Único de Saúde.

 

Fonte: Anahp

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