13 Junho

Saúde alerta para risco de surto em Cuiabá

Cuiabá é uma, entre duas capitais brasileiras, que apresenta alto índice de infestação predial com risco de surto para dengue, zika e chikungunya, conforme levantamento rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado ontem, pelo Ministério da Saúde (MS). Porém, outros 18 municípios mato-grossenses também estão em situação de risco, sendo um deles, a cidade vizinha de Várzea Grande.

Além de Cuiabá, a outra capital é Rio Branco (AC). Ao todo, conforme o levantamento, 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação. Com isso, o Ministério da Saúde alerta a necessidade de intensificar as ações de combate ao mosquito, mesmo durante o outono e inverno, em todo o país.

Segundo o MS, 5.191 municípios realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas três doenças, sendo 4.933 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 258 por armadilha. A metodologia da armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

Entre os municípios mato-grossenses que apresentam índice satisfatório (inferior a 1%) estão Apiacás, Barão de Melgaço, Feliz Natal, General Carneiro, Luciara, Nortelândia, Nova Bandeirantes e Nova Xavantina. Já entre os que estão em situação de alerta (acima de 1% e menor que 3,9%), Dom Aquino, Gloria do Oeste, Jaciara, Poxoréo e Santo Antonio do Leste.

Já na lista que estão em risco (acima de 4%), encontram-se Cuiabá, onde o índice infestação é de 8,5%, e Várzea Grande, com 6,1%. Também estão em situação crítica Paranatinga (12.4%), Claudia (11%), Ipiranga do Norte (10.4%), Barra do Bugres (9,2), Santo Antônio de Leverger (6,8%), Itiquira (6,1%), Carlinda (5,8%), Rosário do Oeste (5.5), Campo Novo dos Parecis (5,4%), Juína (5.0%), Tapurah (5,3%), Tesouro (5.5%), Ribeirãozinho (5,5%), Campo Verde (4,1%) e Indiavaí (4.0%).

“O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano”, alertou o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto, por meio da assessoria de imprensa. Para ele, a continuidade das ações é importante para manter baixos os índices de infestação, justamente para quando chegar a época de maior proliferação. “Assim será possível manter a redução do número de casos”.

Além das cidades em situação de risco, o levantamento identificou 2.069 municípios em alerta, com o índice de infestação predial (IIP), entre 1% a 3,9% e 1.711 municípios com índices satisfatórios, inferiores a 1%. No total, 21 capitais realizaram o LIRAa, duas capitais fizeram por armadilha e 4 não enviaram informações. Apenas três capitais estão com índice satisfatório: São Paulo (SP), João Pessoa (PB) e Aracaju (SE).

Dezesseis capitais estão em alerta: Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Porto Velho (RO), Palmas (TO), Maceió (AL), Salvador (BA), Teresina (PI), Recife (PE), Brasília (DF), Vitória (ES), São Luis (MA), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM) e Goiânia (GO).

 

As capitais Boa Vista (RR), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Campo Grande (MS) não enviaram informações. Os municípios de Natal (RN) e Porto Alegre (RS) realizaram levantamento por armadilha. Os dados foram coletados no período de janeiro a 15 de março.

O LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do vetor e das doenças (dengue, zika e chikungunya). Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito. “Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta”, frisou o MS.

Segundo dados do MS, em 2018, até 21 de abril, foram notificados 101.863 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 20% em relação ao mesmo período de 2017 (128.730). Também houve queda expressiva no número de óbitos. A redução foi de 44%, passando de 72 em 2017 para 40 em 2018.

Em relação à chikungunya, foram registrados 29.675 casos prováveis de febre chikungunya. A redução é de 65% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 86.568 casos. Em 2018, houve 4 óbitos confirmados laboratorialmente. Em 2017, no mesmo período, foram 83 mortes.

Também foram registrados 2.985 casos prováveis de Zika em todo país, uma redução de 70% em relação ao mesmo período de 2017 (10.286). Neste ano, foi registrado um óbito pela doença.

 

Fonte: Diario de Cuiabá

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