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Como parte das comemorações dos 300 de Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro entregará nesta segunda-feira (22), às 15h, a 2ª etapa do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) - Dr. Leony Palma de Carvalho.

A entrega, contará com a presença do ministro de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, do senador Wellington Fagundes - que teve fundamental importância no aporte dos R$ 100 milhões (para conclusão da obra e compra de equipamentos) e de demais autoridades federais, estaduais e municipais. A entrega consiste no funcionamento de 90 leitos de enfermaria.

Destes, três leitos, são de estabilização e equipamentos. Eles estão montados com equipamentos de última geração, capazes de atender e estabilizar com supremacia quaisquer intercorrências graves, caso ocorra com algum paciente internado.

Além disso, a etapa contará com farmácias satélites, laboratório e refeitório.

A exemplo da primeira, onde está funcionando a parte ambulatorial do HMC, os pacientes atendidos serão eletivos. Ou seja, a unidade não fará nesta etapa o atendimento chamado ‘Portas Abertas’ e só receberá pacientes exclusivamente regulados pela Central de Regulação de Cuiabá.

Para garantir a segurança total dos pacientes que em sua maioria consistirá em modalidades pós operatórios - a Secretaria de Saúde de Cuiabá está usando um método de classificação diferenciado, capaz de avaliar e garantir a estabilidade dos pacientes encaminhados ao HMC.

 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá 

Mato Grosso tem 14 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que, em média, há quatro anos já deveriam estar prestando atendimento à população. Consulta no Portal Cidadão do Ministério da Saúde, o Sismob, aponta que só de valores iniciais as obras receberam mais de R$ 25 milhões. Três delas já estão concluídas, mas não entraram em funcionamento. As unidades estão localizadas em Juara (709 km ao médio-norte de Cuiabá), Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte) e Pontes e Lacerda (448 km ao Oeste).  

Nas situações mais críticas aparecem duas unidades em construção em Cuiabá, a UPA Oeste, que é a do Verdão, e a UPA do Jardim Leblon. O portal do Ministério da Saúde indica que a obra do Verdão está com 89% das obras concluídas num orçamento inicial de R$ 4,9 milhões. A unidade está projetada para atender, em média, 800 pessoas por dia e no mês de janeiro a promessa da Secretaria Municipal de Saúde era de que a entrega estivesse no calendário de comemoração dos 300 anos da capital. No entanto, consulta no portal do governo federal mostra que a obra, que iniciou em 2015, encontra-se paralisada. 

Já na UPA do Jardim Leblon, orçada em R$ 5,1 milhões, apesar de estar em situação de andamento, pouca movimentação é observada. De acordo com Ministério da Saúde, a UPA é uma das oito que estão em obras no Estado.  

O levantamento revela que 43% dos trabalhos foram finalizados. A obra está tomada pelo matagal e os funcionários são contados a dedo. A placa de lançamento indica que os trabalhos foram iniciados em abril de 2016, com previsão de entrega em abril de 2017. Mas, hoje, dois anos após a previsão, a olho nu percebesse que muita coisa ainda precisa ser feita. 

Presidente do bairro Jardim Leblon, Claudir Rocha, o Chico Leblon, diz que é muito triste ver uma obra que já atravessa gestões sem ser concluída e que já poderia estar atendendo a população. Ele ressalta que a unidade de saúde é esperada pela população e vai suprir a carência de muitos que necessitam deslocar até a UPA Morada do Ouro para serem atendidos. 

Outras unidades  

Outras sete UPAs estão em construção no nos municípios de Várzea Grande, Água Boa (730 km ao Leste), Alta Floresta (803 km ao Norte), Colniza (1.065 km ao Noroeste), Confresa (1.160 km ao Nordeste), Guarantã do Norte (715 km ao Norte) e Poconé (104 km ao sul).  

A UPA de Várzea Grande tem previsão de inauguração para o aniversário da cidade, no próximo mês. A UPA Cristo Rei será a terceira unidade pública municipal a funcionar 24 horas/dia durante todos os dias do ano. As outras duas unidades são o Hospital e ProntoSocorro Municipal de Várzea Grande que tem 30 anos de funcionamento e a UPA Ipase que completa 3 anos de funcionamento em junho.  

Entre construção e equipar a UPA para funcionar, a prefeitura de Várzea Grande gastou menos de um ano e meio.  

Já concluídas e também com data prevista para entrega estão as UPAs de São Félix do Araguaia (1.200 km ao Nordeste) e de Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte). A de São Félix teve custo de R$ 1,2 milhão, conforme Ministério da Saúde, e deve ser entregue em julho deste ano. Já a de Chapada ficou em R$ 1,3 milhão e tem previsão de entrar em funcionamento no próximo mês.  

Das obras concluídas e sem utilização, a de Peixoto de Azevedo o Ministério Público chegou a acionar o município para que a unidade abrisse as portas. O local foi concluído, mas o município não adquiriu o mobiliário para colocar a UPA em funcionamento, o que fez com que o órgão ministerial entrasse com a ação em 2017.  

Em relação à UPA de Pontes e Lacerda, foi cogitado pelo município no mês de fevereiro que o local tornasse um Centro de Especialidades Médicas, Odontológicas e Laboratório Municipal.  

Representante da Comissão de Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB/MT), André Luis Araújo da Costa avalia que toda obra traz impacto para sociedade. Segundo ele, um dos motivos é o desperdício do dinheiro público e o outro, no caso da saúde, é a falta do serviço à população. “A falta deste serviço sobrecarrega outras unidades. Por isso a importância de que os cronogramas das obras sejam cumpridos. Os gestores precisam colocar como prioridade, pois a falta ocasiona num impacto para a saúde”.   

André Luis aponta como causas dos atrasos nas obras a crise enfrentada pelos estados e União e, consequentemente, a falta de repasses de recursos. Mas, por outro lado, destaca a falta de interesse dos gestores. “Eles acabam apenas apagando fogo. Isso devido ao repasse deficitário que acaba gerando esta situação”, afirma.  

Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma), Oscarlino Alves diz que o Sistema Único de Saúde é composto por uma hierarquia, a atenção primária, secundária e terciária. No caso das UPAs, elas entram na atenção secundária. “É uma unidade de pronto atendimento de portas abertas que foi idealizada pelo Ministério da Saúde para atender esta demanda”, ressalta.  

As obras paradas, conforme Oscarlino, são resultados da má gestão. “Quando não tem estas unidades de pronto atendimento, sobrecarrega o ProntoSocorro, que hoje está sucateado. Essas obras fazem muita falta, as pessoas que não têm este atendimento precisam se deslocar para uma distância maior. Ela vai para um lugar precário para ser atendida”. 

Oscarlino destaca ainda que os pacientes não estão sendo atendidos com dignidade por conta da falta deste suporte. “Isso sobrecarrega todo o sistema. Além do prejuízo para a população causa um prejuízo ao erário, se gasta muito dinheiro com as obras e não coloca o serviço para funcionar”, finaliza Oscarlino Alves. 

Outro lado 

A reportagem entrou em contato com os municípios de Colniza, Alta Floresta, Confresa, Guarantã do Norte, Poconé, Juara, São Félix do Araguaia e Pontes Lacerda, sem sucesso. Somente o prefeito de Água Boa retornou o contato informando que esteve em Brasília para discutir sobre a UPA na cidade. No entanto, que somente o secretário de saúde poderia falar mais sobre o assunto, mas que o mesmo estaria de férias, voltando apenas no dia 23.  

A Prefeitura de Cuiabá também foi procurada, mas até o fechamento da matéria não se manifestou a respeito do assunto.

 

Fonte: Folha Max

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe entra em nova etapa hoje (22) em todo o país. A primeira fase, que teve início em 10 de abril, vacinou crianças, gestantes e puérperas. A partir da próxima segunda-feira (29), o Ministério da Saúde abrirá ao restante do público-alvo.

A partir desta segunda, também podem receber a vacina trabalhadores da saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

De acordo com o ministério, 41,8 mil postos de vacinação estão à disposição da população. Além disso, 196,5 mil profissionais estão envolvidos, com a utilização de 21,5 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

A doença

A influenza é uma doença sazonal, mais comum no inverno, que causa epidemias anuais, sendo que há anos com maior ou menor intensidade de circulação desse tipo de vírus e, consequentemente, maior ou menor número de casos e mortes.

No Brasil, devido a diferenças climáticas e geográficas, podem ocorrer diferentes intensidades de sazonalidade da influenza e em diferentes períodos nas unidades federadas. No caso específico do Amazonas, a circulação, de acordo com o ministério, segue o período sazonal da doença potencializado pelas chuvas e enchentes e consequente aglomeração de pessoas.

Até o fim de março, antes do lançamento da campanha, foram registrados 255 casos de influenza em todo o país, com 55 mortes. Até o momento, o subtipo predominante no país é influenza A H1N1, com 162 casos e 41 óbitos. O Amazonas foi o estado com mais casos registrados: 118 casos e 33 mortes. Por isso, a campanha foi antecipada no estado.

 

Fonte: Agência Brasil 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) solicitou, esta semana, ao Ministério da Saúde a revogação da lei que obriga hospitais e maternidades a fazerem o Teste da Linguinha em crianças nascidas em suas dependências.

O Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês (Teste da Linguinha), obrigatório segundo a Lei nº 13.002/2014, é um procedimento utilizado para a detecção da anquiloglossia, uma alteração no tecido que se estende da língua até a cavidade inferior da boca.

Congênita, a anomalia, que pode ocasionar a chamada “língua presa”, pode prejudicar a amamentação e a deglutição das crianças, por causa da dificuldade de sucção e outros movimentos da língua, e, portanto, abrir brechas para a má nutrição. Outros problemas que podem derivar dessa condição são os de desenvolvimento da fala, uma vez que é possível que a dicção fique comprometida, caso o quadro não seja tratado.

A língua presa também traz implicações para a mãe do bebê. Isso se explica porque, ao não conseguir extrair o leite e ainda ter fome, a criança acaba prolongando a amamentação por tempo excessivo, deixando a lactante mais vulnerável a ter rachaduras e ferimentos nos seios ou, então, mastite e candidíase mamárias – respectivamente, inflamação e infecção fúngica das mamas.

Baixa incidência

Em nota, a SBP explicou que se opõe à obrigatoriedade do teste devido à pouca incidência da anquiloglossia no Brasil e ao baixo risco que a condição impõe à vida de quem a apresenta. De acordo com a entidade, os casos graves de anquiloglossia, que exigiriam correção pela cirurgia denominada frenotomia, são facilmente diagnosticados.

De acordo com a SBP, o exame da cavidade oral do recém-nascido e lactente só pode ser aplicado por um médico e “já faz parte do exame físico realizado pelo pediatra, de forma simples e indolor, nas maternidades e nas consultas de puericultura”. Durante o teste, o médico faz uma avaliação anátomo-funcional da boca da criança, observando aspectos como a posição da língua em repouso e durante o choro e a forma da ponta da língua no choro.

Na avaliação da entidade, os médicos podem prescindir do protocolo uma vez que “um exame clínico bem realizado e uma observação completa de uma mamada podem ser suficientes para o diagnóstico de anquiloglossia”.

A SBP destaca que é necessário estabelecer um conjunto de critérios rigorosos para que intervenções cirúrgicas sejam feitas somente quando necessárias.

A Agência Brasil tentou entrar em contato com o Ministério da Saúde a fim de obter posicionamento da pasta sobre o assunto e aguarda retorno.

 

Fonte: O Livre 

Campanha da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) pretende conscientizar os brasileiros quanto à prevenção da meningite. O pré-lançamento da campanha Meningite: A Informação Vencendo o Medo, ocorreu hoje (17) durante o 4º Workshop SBIm para Jornalistas, em São Paulo. O evento é uma contribuição da entidade para o Dia Mundial de Combate à Meningite (24 de abril).

A meningite é uma doença temida pela população devido à alta letalidade e, em parte, à desinformação. Apesar disso, à adesão às vacinas disponibilizadas gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde é aquém da esperada.

"Atualmente, um a cada cinco que desenvolvem a doença meningite morre, a despeito de ser atendido no tempo adequado. Quanto antes atendido, melhores são as chances de sobreviver", alerta o integrante da comissão técnica para revisão dos calendários vacinais da SBIm e diretor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o médico Marco Aurélio Sáfadi.

Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.

Vacinação é uma das melhores formas de prevenção contra doenças graves - Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O médico alertou sobre a consequências da doença. "Dos que sobrevivem, entre 10% e 15% têm sequelas, como surdez, cegueira e outras complicações neurológicas."

Apesar da incidência da doença no país, Sáfadi diz que há avanços. Ele lembrou que o Ministério da Saúde, numa iniciativa inédita, "introduziu a vacina meningo C no Programa Nacional de Imunização em 2010". "Desde então reduzimos em dois terços os casos de doença meningogócica graças à vacinação", destacou.

Sáfadi alerta que a vacinação não deve ser negligenciada pela população. "É uma doença controlada, mas ainda longe de estar eliminada e erradicada e é importante que exista esse grau de conhecimento sobre a doença."

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues, apresentou as coberturas vacinados disponíveis no país. Ela destacou que 300 milhões de doses de vacina são adquiridas anualmente, para rotina e para campanhas e que a população-alvo é aquela de maior vulnerabilidade à doença ou às complicações decorrentes dela.

"Não temos disponibilidade de vacina para todo mundo, então você começa o programa garantindo a vacina para aquele grupo que mais precisa e tem impacto imediato e depois negocia a ampliação do programa de vacinação", ressaltou a coordenadora.

Atualmente o PNI oferece na rede pública a vacina contra a meningite C, por ser a de maior incidência no país. Estão disponíveis também a vacina Hib e VPC10, que protegem contra Haemophilus influenza b e a menigite pneumocócica. Já as vacinas meningocócicas B e ACWY são oferecidas na rede particular.

A SBIm tem um canal exclusivo para as famílias com informações sobre todas as vacinas disponíveis no país. O site família.sbim.com.br atualiza anualmente os calendários de vacinação das redes públicas e privadas e esclarece as dúvidas sobre os imunizantes.

 

Fonte: Agência Brasil

Eventos cardiovasculares, como acidente vascular cerebral (AVC) e ataque cardíaco podem ser um indicativo precoce de câncer em indivíduos acima dos 67 anos, revela estudo recente publicado no periódico Blood. Segundo os pesquisadores,  o risco é de 69% durante o ano que antecede o diagnóstico, com pico de incidência cinco vezes mais alto ao longo dos 30 dias anteriores a identificação da neoplasia. Os resultados ainda mostraram que os cânceres com maior frequência de eventos são pulmão (29%), colorretal (24%), próstata (11%), mama (10%), bexiga (8%), linfoma não Hodgkin (6%), pâncreas (5%), estômago (4%) e útero (3%).

“Alguns tumores apresentam tendência maior a promover alterações no sangue que favorecem o surgimento de coágulos sanguíneos que podem resultar em eventos cardiovasculares”, explica Ismael Dale, oncologista e assessor médico do Fleury Medicina e Saúde. Isso acontece porque essas doenças atuam nas mesmas bases fisiopatológicas, ou seja, promovem as mesmas alterações no metabolismo. Por causa disso, para certos tipos de câncer, como o de pulmão, por exemplo, os médicos já esperam que o paciente desenvolva quadros de trombose arterial, embolia pulmonar ou AVC isquêmico.

Com as novas informações, especialistas acreditam que profissionais de saúde devem ficar atentos para casos de pacientes acima dos 60 anos internados em decorrência de ataque cardíaco e AVC, buscando analisar a eventual necessidade de exames para investigar a presença de câncer – o que pode permitir um diagnóstico precoce, facilitar o tratamento e aumentar as chances de cura. Além disso, indivíduos acima dos 35 anos que apresentem estado de resistência insulínica – um sinal em comum a uma variedade de cânceres – também precisam se atentar para a possibilidade, principalmente àqueles com histórico familiar da doença.

Sinais precoces

Para chegar a estes resultados, os pesquisadores americanos analisaram o prontuário de 748.662 pessoas com idade superior a 67 anos entre 2005 e 2013. Entre os pacientes investigados, 374.331 receberam diagnóstico de câncer no período. Os demais participantes foram colocados em um grupo de controle para fins de comparação. A partir daí, a equipe rastreou eventos tromboembólicos no ano que antecedeu o diagnóstico da neoplasia. Nos primeiros sete meses, não houve qualquer diferença entre os dois grupos. Entretanto, nos meses que se seguiram, o risco de um evento cardiovascular aumentou em pacientes que mais tarde seriam diagnosticados com a doença.

De acordo com os cientistas, um mês antes da identificação do câncer, a probabilidade dos pacientes apresentarem um quadro de AVC isquêmico ou infarto agudo do miocárdio aumentou cinco vezes em comparação com os participantes que não receberam diagnóstico de câncer posteriormente. Entre os cânceres com maior incidência estavam o de pulmão e o colorretal. “Esses resultados mostram que podem existir alterações metabólicas comuns a diferentes tipos de câncer que devem ser encaradas como provável ‘sinal de alerta oncológico'”, comentou Dale.

 

 

Embora sejam significativas, os pesquisadores destacaram que previamente, essas evidências apenas se aplicariam a indivíduos acima dos 67 anos – população investigada no estudo. No entanto, segundo Dale, existe um sinal comum a uma variedade de cânceres, incluindo os detalhados no estudo, que podem servir de alerta para pessoas acima dos 35 anos: os estados de resistência insulínica.

O especialista explica que muitas pessoas, especialmente obesas ou com excesso de peso, desenvolvem problemas metabólicos, sendo um deles relacionado à produção de insulina – hormônio responsável por promover a entrada de glicose nas células, o que fornece energia ao organismo, além de reduzir a taxa de glicemia no sangue. No entanto, nestes indivíduos, esse processo não ocorre de forma adequada, gerando estado de resistência insulínica. Por causa disso, o organismo busca outras fontes de energia para manter o corpo funcionando. “Esses mecanismos de compensação por vezes favorecem o surgimento de tumores malignos”, esclarece Dale.

Esse mau funcionamento também pode resultar em diabetes tipo 2. Por isso, a recomendação é realizar exames anualmente para aferir as taxas de glicose no sangue.

Como surgem?

Câncer

De acordo com Dale, o processo de surgimento do câncer, conhecido como carcinogênese, acontece a partir de uma agressão ao DNA, que pode ser externa (radiação solar, álcool, fumo, etc) ou interna (distúrbios hormonais, por exemplo). Isso gera uma modificação no gene responsável pelo crescimento das células do organismo. Uma vez afetado por essa mutação, o gene leva as células a se dividirem de maneira desordenada e excessiva.

“Para cada tipo de câncer há um tratamento distinto, mas os novos resultados apontam não só para a possibilidade de uma terapia única para tratar uma diversidade de cânceres como pode indicar que, no futuro, poderia ser possível atuar em nível preventivo”, comentou Dale.

Eventos cardiovasculares

Os eventos cardiovasculares ocorrem diante do estreitamento do vaso sanguíneo, fazendo com que menos oxigênio chegue até os tecidos cerebrais ou cardíacos, por exemplo. Esse estreitamento é causado por uma placa que se forma na parede do vaso. “Uma das principais teorias que explicam esse fenômeno indica que uma lesão inflamatória crônica na parede do vaso favorece a infiltração de células de defesa, desencadeando um processo cicatricial. Isso cria uma placa que pode se romper facilmente, provocando esses eventos isquêmicos”, disse Guilherme Renke, cardiologista membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Ainda de acordo com ele, essa inflamação crônica pode ser causada por fatores genéticos ou doenças sistêmicas como dislipidemia (níveis elevados de gordura no sangue), hipertensão arterial, hemocromatose (excesso de ferro no organismo), obesidade e diabetes – doenças que, sabidamente, podem provocar estado de resistência insulínica, aumentando o risco de câncer.

 

Para casos em que o evento cardiovascular não for um sinal precoce de câncer, a sugestão para evitar uma segunda manifestação é mudar hábitos de vida, que incluem diminuição do stress, melhora alimentar – com redução do consumo de alimentos processados – e aumento do consumo de vegetais. Além disso, vale a pena incluir nessas mudanças a prática de exercícios de reabilitação com acompanhamento médico e seguir as medicações prescritas pelo especialista.

 

Fonte: Repórter MT

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