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O Hospital Universitário Cajuru implantou um estudo sobre a prescrição racional de antibióticos com objetivo de tornar a gestão cada vez mais sustentável e diminuir a incidência de bactérias resistentes. Os casos de bactérias resistentes ocorrem, principalmente, pelo ao uso indevido e excessivo de antibióticos humanos e animais. Assim, intervenções destinadas a otimizar o uso de antibióticos, são uma das ações-chave do Plano de Ação Global da Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter resistência a antibiótico.

 

A pesquisa, liderada pelo diretor do Hospital Universitário Cajuru e professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Juliano Gasparetto, além dos também professores da Escola de Medicina da PUCPR, Felipe Francisco Bondan Tuon e Thyago Proença de Moraes, constatou que muitos hospitais em países de baixa e média renda estão implementando programas de administração de antibióticos.

 

Os programas podem trazer redução de custos, mas devem ser feitos de forma a oferecer o tratamento mais eficaz para o paciente. Para isso, não basta apenas reduzir a quantidade de medicamento, mas encontrar o equilíbrio entre a potência dos antibióticos e seus efeitos potencialmente perigosos. “O objetivo é melhorar os resultados, diminuir a resistência aos antibióticos e aumentar a eficácia do tratamento”, destacam os pesquisadores.

 

A primeira fase do estudo teve início em 2016 e resultou em uma economia de 300 mil dólares, em um período de 12 meses. Na segunda fase, com duração de 18 meses, o projeto gerou uma redução de aproximadamente 500 mil dólares. Atualmente, o trabalho da prescrição racional de antibióticos produz uma economia de 40 mil reais por mês para o Hospital.

 

Fonte: Medicina S/A

Madrid — Relatos na Bíblia descrevem pessoas com lesões cutâneas tratadas da mesma forma que indivíduos com hanseníase. Na Grécia antiga, Galeno utilizou, pela primeira vez, o nome psoríase para designar a descamação da pele que acometia alguns pacientes. A doença inflamatória da pele está presente ao longo da história da humanidade, mas apenas nos últimos séculos tem recebido atenção maior.

Boa parte dessa importância se deve aos avanços tecnológicos, que permitiram, por exemplo, que mecanismos biológicos que desencadeiam a doença começassem a ser desvendados. No 28º Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV), realizado em Madrid, na semana passada, especialistas discutiram o que há de mais inovador na área. Uma das principais apostas são os medicamentos biológicos, que têm gerado ganhos expressivos a pacientes com as formas mais graves da psoríase.

 “Quando sabíamos pouco sobre a psoríase, ela era tratada de outra forma. Dizia-se que dificilmente ela causaria a morte. Então, o médico passava um creme de pele para o paciente, que ia embora”, diz Gladys Martins, dermatologista do Hospital Universitário da Universidade de Brasília (UnB) e uma das participantes do congresso.

Hoje, há uma atenção maior principalmente nos casos das lesões cutâneas moderadas e graves, que causam impacto maior aos pacientes. Além de incômodos comuns à psoríase leve, com coceira e descamação da pele, esses tipos estão relacionados a prejuízos sociais e econômicos. “Essas pessoas não conseguem trabalhar, e a família também acaba impactada. Entre esses pacientes, 50% sofrem com depressão”, diz Gladys Martins, que coordena um ambulatório dedicado à doença no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Para ajudar esse grupo de pacientes, uma série de cientistas tem se dedicado a buscar medicamentos mais eficazes contra a psoríase. Um estudo apresentado no congresso mostra que, por meio de análises genéticas, se descobriu que a interleucina 23 (IL-23) é uma das proteínas-chave do processo inflamatório da psoríase. Usando análises moleculares, um grupo internacional de cientistas, incluindo brasileiros, saiu em busca de substâncias que pudessem agir nessa molécula.

A equipe detectou um anticorpo monoclonal de imunoglobina imunizada G1 (IgG1), chamado risanquizumabe, que inibe seletivamente a IL-23, pois atinge uma de suas subunidades: a p19. A molécula foi, então, testada em quatro estudos, envolvendo mais de 3 mil pacientes com psoríase moderada a grave. Em 52 semanas de uso do remédio, mais de 80% dos analisados obtiveram melhoras.

 “Em cada 10 pessoas, sete conseguiram uma melhora extrema. Outro ponto muito positivo foi que não vimos efeitos adversos, que é uma grande preocupação nessa área”, destaca Melinda Gooderham, pesquisadora do Skin Center for Dermatology Peterborough, no Canadá, e uma das autoras dos estudos. “Tive o caso de um paciente que me disse ter lembrado que tinha a doença quando a secretária do meu consultório ligou para confirmar a data de retorno da consulta”, comemora a cientista.

Rotina comum

 

Fazer com que os pacientes tenham uma rotina pouco impactada pela psoríase impulsiona a busca por novas opções terapêuticas, frisa a cientista canadense. “Esses pacientes só querem uma vida normal. Eles desejam poder ir à praia, usar uma camiseta sem mangas, uma bermuda, e não ter que se preocupar com os olhares de outras pessoas. Fico muito feliz quando vejo que esses novos medicamentos estão os ajudando nessa conquista.”

Presidente do Psoriasis en Red, associação espanhola de pacientes com psoríase, Celia Marín, de 36 anos, usufrui desse benefício depois de anos de dificuldade. “Eu vivo com essa doença desde os 20 anos, e ela influencia todas as áreas da minha vida. No começo, eu não sabia lidar, mudei o cabelo para cobrir as lesões, não contei aos meus amigos sobre a doença. Procurei ajuda psicológica ao final, mas passei por um período muito difícil”, relata. “Hoje, a minha vida está recuperada, tenho dois filhos, algo que antes imaginei que não conseguiria porque não queria que a doença me atrapalhasse nesse processo.”

Celia Marín acredita que o avanço das pesquisas tem proporcionado melhoras na vida de pacientes, mas, para ela, é preciso que quem enfrente a doença participe mais dessa busca por novas soluções e novas práticas. “Acredito que precisamos falar ao médico o que queremos, não ter vergonha disso. O que queremos é uma vida normal, como a de todos”, completa.

"Em cada 10 pessoas, sete conseguiram uma melhora extrema. Outro ponto muito positivo foi que não vimos efeitos adversos, que é uma grande preocupação nessa área”

Melinda Gooderham, pesquisadora do Skin Center for Dermatology Peterborough, no Canadá

 125 milhões

Estimativa de pessoas, no mundo, que são acometidas pela psoríase

Maior eficácia e mais segurança

 “Os estudos dessas drogas biológicas criadas recentemente têm mostrado que elas conseguem ter uma eficácia maior e proporcionar maior controle da doença, uma grande estabilidade a longo prazo. Mesmo os pacientes mais graves conquistam essa melhora sem a necessidade de rodízio de medicamentos, que é algo que fazemos muito, em casos em que eles param de responder às drogas. Outro ponto positivo é a ausência de efeitos colaterais. Eles são mais seguros, impedem danos ao fígado, problemas renais e até a tuberculose, problemas que estiveram relacionados a medicamentos anteriores. Muitos ainda suspeitam que podem ocorrer problemas como a imunossupressão e infecções, mas é algo que ainda não vimos e que, com certeza, será esclarecido em observações futuras.”

Renata Magalhães, professora de dermatologia e coordenadora dos Ambulatórios de Psoríase e Imunobiológicos da Unicamp

Ansiosos e descrentes

Um estudo alemão com 650 pacientes com psoríase mostrou que 77%  têm ansiedade. Desses, 33% em nível grave, em 44%, nível médio, e em 23%, mais baixo. A equipe também constatou que 58% dos pacientes com mais de 20% da superfície corporal coberta por psoríase não estavam interessados na doença nem buscando ajuda médica.

 

Para Maximilian Schielein, um dos autores e pesquisador da Universidade de Monique, os resultados revelam a necessidade de programas interdisciplinares para o diagnóstico e o tratamento da psoríase, bem como a inclusão de intervenções psicossociais no regime geral de abordagem terapêutica.

 “Não devemos negligenciar os pacientes que estão insatisfeitos com o tratamento atual e desistiram de procurar ajuda profissional”, frisa. A pesquisa também foi apresentada no 28º Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia.

Novos desafios

 Detectados os resultados promissores com o risanquizumabe, a equipe internacional de pesquisadores segue em um novo desafio. “Mesmo com esse avanço, ainda não chegamos ao final, não resolvemos o problema da psoríase. Temos pacientes que ainda não respondem, são lacunas que precisamos preencher”, diz André Carvalho, dermatologista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, e um dos integrantes da equipe internacional de cientistas. A estimativa é de que a doença inflamatória acomete cerca de 125 milhões de pessoas no mundo.

Um estudo em andamento no Brasil, com 100 voluntários, compara o uso do risanquizumabe — aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — com o do metotrexato, prescrito em tratamentos de doenças autoimunes. Para o médico brasileiro, os resultados poderão beneficiar o enfrentamento de outras enfermidades. “Quando descobrimos um mecanismo envolvido em tantas doenças, que é o caso dessa pesquisa, temos a possibilidade de tratar outras enfermidades com a mesma característica, e isso é muito animador”, justifica.

 Acesso

 Segundo André Carvalho, os brasileiros também têm se dedicado à busca por medicamentos biológicos, mas uma das etapas que precisam ser superadas é o acesso a eles. “Em comparação com outros países presentes no congresso, estamos em pé de igualdade em termos de conhecimento. Alguns desses remédios já foram incluídos no sistema único de saúde, mas precisamos que isso se expanda”, frisa.

 

 Fonte: Correio Brasiliense

A Organização Nacional de Acreditação (ONA) lança, no último trimestre de 2019, a nova edição do manual de certificação de Serviços para a Saúde – Selo de Qualificação, voltado para a área de Facilities. A publicação atualiza os padrões nacionais de qualidade e segurança para processamento de roupas, dietoterapia, manipulação e esterilização de materiais. Outros três novos serviços de apoio também passam a ser contemplados: nutrição de produção e clínica, higienização e engenharia clínica. As normas entram em vigor a partir de 2020.

A pré-venda do Manual começa ainda em 2019. Para orientar as instituições sobre a metodologia e os novos padrões exigidos, a ONA promoverá cursos EAD que serão lançados juntamente com o Manual. O calendário estará disponível no site da ONA e nas redes sociais Instagram e Facebook.

Além de contar com novos serviços, a edição atualizada traz requisitos que contemplam tanto as etapas de execução das atividades quanto as de planejamento e gerenciamento, como dimensionamento de recursos, insumos e equipamentos, sustentabilidade e eficiência operacional. A metodologia de avaliação, por sua vez, passa a ser mais objetiva – agora, para receber o certificado, as instituições precisam atingir a pontuação mínima de 85% de conformidade por padrão.

Para a gerente de Normas e Sistemas da ONA, Cássia Manfredini, a qualificação dos serviços de Facilities é estratégica para a qualidade e a segurança nas instituições de saúde. “Os processos nas instituições de saúde são interligados de tal forma que o funcionamento de um componente interfere em todo o conjunto e no resultado final da assistência. Por isso, quando qualificados, os terceirizados viabilizam o atendimento adequado e a melhora da satisfação dos pacientes”, aponta.

Outras novidades do Manual de Serviços para a Saúde – Selo de Qualificação ONA 2020:

Foco no cliente: inclusão de requisitos de comunicação com clientes e atendimento.

Infecção / contaminação: inserção de requisitos voltados para o controle de infecção e biossegurança, visando a redução máxima de potenciais contaminações e a proteção dos clientes e dos profissionais.

Manipulação: ampliação da abrangência da manipulação de medicamentos para diversos tratamentos especiais, e não apenas para o tratamento oncológico; inclusão das atividades de atenção farmacêutica e dispensação de medicamentos via oral.

Dietoterapia: inclusão de atividades relativas a assistência nutricional em domicílio e bancos de leite.

Transparência: apresentação detalhada da metodologia, incluindo o sistema de avaliação, entendimento do manual e do processo para o resultado.

 

Fonte: Medicina S/A

Medicina Baseada em Valor é uma das propostas mais promissoras para transformar o setor e gerar valor para o paciente

Um modelo de remuneração inadequado e o aumento dos custos assistenciais fazem parte do atual cenário da saúde, colocando em risco a sustentabilidade do setor. Mas quais são as alternativas para impedir o colapso do sistema? É sobre isso que Márcia Makdisse, médica e especialista em Medicina Baseada em Valor (Value-Based Health Care), vai falar durante o 22º Congresso Internacional UNIDAS, que acontece entre os dias 23 e 25 de outubro, em Atibaia (SP).

Para Márcia, a Medicina Baseada em Valor é uma das propostas mais promissoras para transformar o sistema atual, que remunera por serviço executado (fee-for-service), em um sistema que remunera por resultados obtidos, gerando valor para o paciente. “Em um sistema de saúde baseado em valor as empresas passariam a contratar serviços com base em resultados e os prestadores a competir também com base em resultados”, acrescenta.

A especialista pretende trazer reflexões sobre quais são os elementos da Agenda de Valor e estratégias para implementação no Brasil: “É necessário considerar o contexto do sistema de saúde brasileiro. O que funciona na Suécia, por exemplo, pode não ser aplicável no nosso país. Essas iniciativas precisam de um esforço dos diferentes públicos de interesse dispostos a co-criar novos modelos de atenção e remuneração e compartilhar o risco”.

Para Márcia, entre os principais desafios para implementar um sistema baseado em valor, estão a necessidade de estabelecer um ambiente de parceria e confiança entre os públicos de interesse; a concordância dos players na definição do que é valor para o paciente e o papel de cada um na geração de valor; a disponibilidade de uma plataforma de informações básicas, como desfechos, custos e coordenação de cuidado; a co-criação do processo assistencial; e a elaboração de novos modelos de remuneração que atrele o reembolso ao resultado clínico.

Sobre a UNIDAS

A UNIDAS – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde é uma entidade associativa sem fins lucrativos, representante das operadoras de autogestão do Brasil. A autogestão em saúde é o segmento da saúde suplementar em que a própria instituição é a responsável pela administração do plano de assistência à saúde oferecido aos seus empregados, servidores ou associados e respectivos dependentes. É administrado pela área de Recursos Humanos das empresas ou por meio de uma Fundação, Associação ou Caixa de Assistência – e não tem fins lucrativos. Atualmente, a UNIDAS congrega cerca de 120 operadoras de autogestão responsáveis por prestar assistência a quase 5 milhões de beneficiários, que correspondem a 11% do total de vidas do setor de saúde suplementar. É entidade acreditadora chancelada pelo QUALISS, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio do programa UNIPLUS.

 

Fonte: Saúde Bunises

Encontro aconteceu na sede do sindicato e contou com a presença de 31 associados

A rotina das empresas da área de saúde será afetada pela nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). E para debater esses impactos o Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat) em parceria com a Escola Nacional de Ensino em Serviços de Saúde (Enaess) realizaram nesta sexta (11.10), curso sobre a nova lei, na sede do Sindicato, em Cuiabá.

O evento foi ministrado pelo advogado, especialista na área da saúde, e assessor jurídico da Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess), Marcos Vinícius Barros Ottoni e pela advogada Maristela Martins. O encontro teve como objetivo esclarecer e debater as mudanças que as empresas do setor de saúde sofrerão a partir de agosto de 2020, quando a lei entrará em vigor.

A LGPD, sendo a primeira lei que cria regras em relação à proteção de dados, chega para substituir o Marco Civil da Internet e traz um cenário totalmente novo. Baseada na lei europeia, que é mais restritiva e voltada à proteção dos diretos do cidadão, tem como objetivo a preservação dos dados e visa a transparência e a segurança.

“O Marco Civil da Internet tratava de como funcionavam as questões do meio, mas pecava pela fragilidade ao proteger as pessoas. Já a lei geral de dados, tem como foco as pessoas, foca na individualidade”, afirmou Ottoni.

No momento em que a lei for aplicada, as empresas terão que passar por algumas adaptações, dentre elas a adesão de um manual de proteção de dados, mapeamento dos riscos e a implantação de um sistema de proteção ao acesso, alterando os processos internos. Além disso, a multa para empresas que violarem a LGPD varia de 2% do faturamento até 50 milhões de reais.

A advogada Maristela Martins, defendeu que a lei devolve o poder para o titular do dado, alterando o comportamento de todas as empresas. “A empresa deve estar focada no objetivo, no core, para saber quais dados deve pegar de seus clientes”, declarou.

Para Ottoni, as alterações variam de acordo com a empresa e sua estruturação. “O principal dessa lei não é punir, ela busca que as empresas desenvolvam mecanismos, se adéquem e que trabalhem na proteção desses dados”, afirmou.

O gerente de TI do hospital Santo Antonio de Sinop (480 km de Cuiabá), Geovani Francisco de Labarba, falou da importância de participar do curso. “O sindicato proporcionar essa palestra, ainda mais ministrada por uma pessoa tão renomada no Conselho Nacional de Saúde, é muito importante. Trazendo um ponto muito pertinente, porque essa lei está vindo para mexer e moldar todas as estruturas de manipulação de dados dentro das empresas”, contou.

A diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West destacou a importância de se fazer essa ligação entre a realidade do setor de saúde e a parte legislativa. “Através dessa palestra buscamos que as empresas tenham um maior entendimento da lei e saibam como trazer isso para a prática, e que, com isso, não sofram com a falta de adequação”, defendeu.

Fonte: Assessoria de imprensa Sindessmat - ÍconePress

O envolvimento de agentes comunitários de saúde no fluxo de atendimento ao paciente pode reduzir o tempo para o diagnóstico de câncer e aumentar a sua chance de cura. A avaliação é da oncologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), Nise Yamaguchi, que defende a fila zero no atendimento ao câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS).

O desafio, segundo ela, é ter um sistema integrado e melhorar o fluxo da paciente ainda na atenção básica.

 “Acontece muito, pacientes fazem mamografia, dão alteradíssimas, mas elas não voltam para pegar o exame e ninguém vai atrás. O sistema deveria acender a luz vermelha, a equipe deveria ligar, ir atrás da paciente, se já está começando a suspeita de câncer já pode entrar no sistema”, explicou. “Com a proatividade já se resolve”, ressaltou.

Fluxo de atendimento

Nesse Outubro Rosa, mês dedicado à prevenção e combate ao câncer de mama, a SBC alerta que 90% dos cânceres de mama podem ser curados quando detectados em estágios iniciais. O diagnóstico precoce também permite tratamentos menos agressivos e maior possibilidade de preservação da mama.

Além da fila zero no SUS, Nise explica que é preciso também melhorar o fluxo de atendimento na saúde suplementar, de planos privados de saúde. “Falta ainda a consciência de como a paciente tem que navegar rapidamente dentro do sistema, das consultas, aos exames e tratamento”, disse, contando que já existe uma inciativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre um modelo de cuidado em oncologia.

Em 2019, o Brasil deve registrar quase 60 mil novos casos de câncer de mama, segundo levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Trata-se do tumor mais incidente entre mulheres depois do câncer de pele não-melanoma.

Exames em 30 dias

Um projeto em tramitação no Congresso Nacional prevê que os exames relacionados ao diagnóstico de câncer sejam realizados no prazo de 30 dias, após a primeira suspeita do médico. A Lei 12.732/2012  já prevê 60 dias entre o diagnóstico e o início do tratamento do câncer. Entretanto, para Nise, o cumprimento desses prazos será um desafio, já que, atualmente, esse tempo entre diagnóstico e tratamento chega a quase um ano.

 

Fonte: Agência Brasil

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