15 Março

TCE encontra 14 falhas no Metropolitano

Levantamentos de conformidade realizados no Hospital Metropolitano de Várzea Grande e na Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde de Mato Grosso em 2018 encontraram inúmeras falhas na infraestrutura das unidades de saúde e resultaram na determinação de planos de ações aprovados pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso. Os dois diagnósticos foram apresentados na sessão plenária desta terça-feira, 12/03, pelo relator dos processos, conselheiro interino Isaías Lopes da Cunha. As inspeções observaram a metodologia utilizada no trabalho e na estrutura física das unidades, bem como entrevistas com diretores e profissionais da saúde.

Na Ouvidoria-Geral do SUS/MT foram identificadas 12 irregularidades na infraestrutura. Os auditores encontraram problemas no ambiente da sala de teleatendimento, fiações elétricas expostas em várias salas, ventilação insuficiente, mobiliário danificado, problemas na Central Telefônica (0800), falta de atualização e manutenção do sistema Ouve SUS e falta de acesso ao Sistema Ouvidor do SUS. Atualmente, o sistema de gestão e cidadania do SUS estadual integra a estrutura organizacional do Conselho Estadual de Saúde. Seu papel é nortear as avaliações da gestão pública, as opiniões geradas pelos usuários dos serviços públicos de saúde, na busca de humanizar e garantir soluções referentes às ações e serviços oferecidos à população.

No caso do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, a auditoria encontrou 14 deficiências na infraestrutura hospitalar estadual, entre elas: aparelhos de ar condicionado com defeitos, mobiliário danificado, computadores estragados, extintores de combate a incêndio insuficientes, problemas de limpeza, infiltrações e rachaduras nas paredes, problemas no teto, entre outros.

Sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde, o Hospital Estadual "Lousite Ferreira da Silva", mais conhecido como Metropolitano de Várzea Grande, sofreu intervenção em maio de 2014 e retomada da gestão a partir de 28 de junho de 2017. No período anterior à intervenção, o hospital esteve sob a gestão do IPAS – Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde. Sua função é atendimento ambulatorial, internação (Ortopedia, Buco-maxilo Facial, Gastroenterologia, Cirurgia Geral, Clínica Geral e Crônicos), serviço de apoio diagnóstico terapêutico, urgência e considerado de nível de atenção de média e alta complexidade.

Conforme o relator dos dois processos de levantamentos (nº 95230/2018 e nº 95222/2018), conselheiro Isaías Lopes da Cunha, os planos de ações determinados ao gestor estadual de Saúde foram homologados e agora passam a ser monitorados pelo TCE.

 

Fonte: Folha Max

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