Segunda, 16 Abril 2018 10:05

Hospital Jardim Cuiabá nega desocupação de prédio

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Hospital Jardim Cuiabá nega desocupação de prédio

O Hospital Jardim Cuiabá Ltda negou que esteja promovendo a desocupação do prédio onde funciona a unidade de saúde, com a retirada de leitos, equipamentos e materiais de trabalho dos funcionários, conforme publicado pelo Gazeta Digital, na manhã desta sexta-feira (13), quando foram divulgados vídeos em que um funcionário denunciava a situação.

De acordo com a assessoria jurídica do hospital, os leitos, equipamentos e materiais estavam sendo retirados, na realidade, para passarem por procedimento de limpeza de rotina. Já o equipamento de hemodiálise que aparece no vídeo, conforme o hospital, não pertence à Importadora e Exportadora Jardim Cuiabá Ltda (arrendadora da estrutura física hospitalar e que ganhou na Justiça o direito de romper o contrato de arrendamento), mas sim ao Inemat, que cedeu a máquina exclusivamente para o tratamento de saúde de Fares Hamed Abouzeide Fares, um dos donos do hospital.

O advogado André Cardoso explicou que o contrato de arrendamento do prédio e equipamentos perdurará até a próxima quinta-feira (19). Além disso, ele informou que a maioria dos equipamentos pertence ao Hospital Jardim Cuiabá Ltda, bem como a maioria dos funcionários. Dessa forma, após a saída do prédio arrendado da Importadora e Exportadora Jardim Cuiabá Ltda, a unidade hospitalar continuará funcionando, porém, em outro local.

Entenda o caso

A empresa Hospital Jardim Cuiabá Ltda deixará a administração do hospital após 15 anos de atuação, após uma decisão da 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que teve a desembargadora Clarice Gaudino como relatora do processo.

Outros 3 desembargadores seguiram o voto da relatora para rescindir o contrato de arrendamento. Apenas o desembargador João Ferreira, que já havia analisado o caso anteriormente e pediu vista, não proferiu voto divergente. Para ele, a rescisão não pode ocorrer somente porque a importadora alegou prejuízos financeiros com o arrendamento, já que traz risco de prejuízos irreparáveis “com a interrupção repentina dos serviços médico-hospitalares”.

Já a Importadora e Exportadora Jardim Cuiabá Ltda, nega demissão em massa ou prejuízos à população por conta a rescisão do contrato com a atual administração devido a decisão judicial, dizendo que tem plena condição de retomar a administração da unidade.

 

Fonte: Gazeta Digital

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